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Bolsonaro se solidariza com funkeiro que espancou mulher grávida antes de se matar

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) postou uma mensagem de solidariedade ao MC Reaça, que espancou uma mulher grávida e se matou, nesse sábado (1º). A postagem do chefe do Executivo divide opiniões, por conta das agressões sofridas pela mulher, que ainda está hospitalizada.

O funkeiro, apoiador de Bolsonaro e conhecido por compor músicas para o presidente durante sua campanha, foi encontrado morto na Rodovia Dom Pedro I, em Valinhos (SP), na tarde de sábado. O caso foi registrado como “possível suicídio” pela Polícia Civil. O homem teria parado sua moto na altura do km 116 e foi visto por um funcionário da concessionária da estrada com uma corda nas mãos.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, antes de morrer, o funkeiro teria espancado uma mulher com quem teria um caso extraconjugal. Ele teria contado que ela estava grávida.

A mulher, de 28 anos, está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e, segundo o Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC), seu estado é estável. Ela aguarda o rosto desinchar para passar por uma cirurgia. Em relação à gestação, nada foi divulgado.

“Tales Volpi, conhecido como MC Reaça, nos deixou no dia de ontem. Tinha o sonho de mudar o país e apostou em meu nome por meio de seu grande talento. Será lembrado pelo dom, pela humildade e por seu amor pelo Brasil. Que Deus o conforte juntamente com seus familiares e amigos”, escreveu o presidente.

Após a postagem de Bolsonaro, diversas pessoas se manifestaram contrárias, e outras favoráveis. Veja a repercussão:

Quem foi MC Reaça?

O funkeiro era um admirador de Jair Bolsonaro e de Olavo de Carvalho. No vídeo de “Olha a opressão”, uma paródia do funk “Olha a explosão”, uma feminista é “curada” após receber um exemplar de “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, do escritor. “Vamos distribuir livro do Olavo pra galera”, diz outra paródia, desta vez do funk “Baile de favela”.

As músicas de funkeiro, que foram publicadas antes da eleição de 2018, com letras agressivas, ajudaram a popularizar ainda mais o presidente, e o termo “mito”, como é chamado por apoiadores. O canal Paródia Reaça conseguiu atingir mais de 26 mil inscritos. Pelo WhatsApp, o conteúdo também foi muito disseminado.

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