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Postos de saúde são afetados pela greve e escolas de BH não têm aula; marcha se concentra no Centro

Cristiana Andrade e Vitor Fórneas

Parte dos trabalhadores que atuam no sistema municipal de saúde e da educação de Belo Horizonte cruzaram os braços nesta sexta-feira (14), de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores e Empregados Públicos de Belo Horizonte (Sindibel). Técnicos, professores e estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também aderiram ao movimento, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes).

A concentração dos manifestantes e movimentos é na praça Afonso Arinos, com destino final a praça da Estação. O aconselhável é evitar o Centro da cidade, que tem trânsito intenso no início desta tarde.

Na capital, as 18 estações do metrô amanheceram fechadas, assim como a Eldorado, em Contagem. A greve dos metroviários atingiu o município vizinho, onde as Farmácias Distritais (Eldorado I e II, Água Branca) não abriram devido a profissionais que não conseguiram chegar aos postos de trabalho.

+ Todas as estações do metrô estão fechadas; manifestantes ocupam vias e BRs


Segundo o Sindibel, técnicos e médicos da rede municipal aderiram à greve geral, que tem manifestos em 26 estados e no Distrito Federal contra a reforma da Previdência e os cortes na educação brasileira, anunciados pelo governo federal.

Na capital, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede BH), 70% das escolas municipais – educação infantil e fundamental – estão paralisadas. A Secretaria Municipal de Saúde informou que no fim da tarde soltará um balanço sobre como o ato afetou a rede de saúde.

Da praça Afonso Arinos, manifestantes vão para a praça da Estação (Edmundo de Novaes/Divulgação)

Os profissionais da UFMG e alunos se reuniram na porta da Faculdade de Medicina e se juntaram a outros manifestantes na Praça Afonso Arinos, local de concentração dos atos na capital, informou o Sindifes.

Apesar de não haver o balanço total, o presidente do Sindibel, Israel Arimar, afirma que a “adesão está em peso”. “Digo isso, pois as UPAs estão trabalhando com 30% dos profissionais, o que é determinado pela Justiça, e nos Centros de Saúde estamos com uma média de 80% de adesão”, afirma.

Da praça Afonso Arinos as pessoas vão em caminhada até a praça da Estação.

Saúde

Na Região Noroeste, no Centro de Saúde Bom Jesus, dos seis médicos que atuam no local pela manhã, três não compareceram. Técnicos também faltaram. De acordo com um funcionário que não quis se identificar, no acolhimento pela manhã são atendidas de 90 a 100 pessoas, principalmente de casos de suspeita de dengue e gripes. “Tudo está funcionando normalmente, mas há falta de alguns profissionais. Atendemos cerca de 35 pacientes até agora” contou.

No Centro de Saúde Padre Tiago, no bairro Alípio de Melo, quem precisar dos serviços da farmácia e curativos precisará voltar para a casa. Por lá, esses serviços estão indisponíveis, visto que os auxiliares de enfermagem aderiram à greve. A estimativa de pessoas nesta unidade, na parte da manhã, é de 130 a 150 pessoas.

Mesmo com a adesão de boa parte dos profissionais da saúde, em algumas unidades o atendimento ocorre normalmente. É o caso do Centro de Saúde Ermelinda, na região Noroeste, onde somente duas auxiliares de dentista aderiram à greve.

Nesse centro, cerca de 70 servidores estão atendendo a população, somando àqueles que trabalham na Academia da Cidade. Na parte da manhã, aproximadamente, 400 pessoas passam pelo local em busca de serviços como acolhimento, vacinação, farmácia e atendimentos de enfermagem.

Crianças e jovens sem aula

Técnicos-administrativos em educação, professores e estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) deliberaram pela paralisação nesta sexta. Na rede municipal de educação estima-se que 70% das escolas não estão funcionando neste dia de greve geral.

Em conversa com o BHAZ, Wanderson Rocha, membro do Conselho Fiscal de Ética do Sind-Rede BH disse que o chamado à greve ocorreu durante uma paralisação na última quarta-feira (12). “O sindicato convocou os professores e a greve teve adesão de boa parte dos servidores. Ainda não fechamos o balanço, mas mais de 70% das escolas da rede infantil e do ensino fundamental não estão funcionando”, disse.

Profissionais da educação em assembleia na praça Afonso Arinos (Wanderson Rocha/Sind-Rede BH)

Procurado pelo BHAZ, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep), que tem cerca de 600 instituições associadas na capital e cidades do interior, consulta feita na quinta-feira (13) não indicou paralisação dos profissionais na rede particular de ensino.

Segurança

A Polícia Militar de Minas Gerais esteve nos manifestos, no início da manhã, no Anel Rodoviário, na altura do bairro Betânia; na rodovia Fernão Dias, próximo à refinaria Gabriel Passos; e, em Belo Horizonte, acompanhou atos nas avenidas Pedro I e Antônio Carlos, sem incidentes, segundo a assessoria de imprensa. Os grupamentos de Choque, Trânsito e administrativo da PM estão de prontidão ao longo do dia.

Procurada pelo BHAZ para saber se houve adesão à paralisação, a Guarda Municipal de Belo Horizonte informou que todo o seu efetivo está nas ruas nessa sexta-feira, assim como a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais.

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