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Hospital descarta que mulher morreu por inalar fumaça em protesto

O Hospital Risoleta Tolentino Neves (HRTN) descartou que a morte de Edi Alves Guimarães, de 53 anos, esteja associada à inalação de fumaça da queima de pneus feita durante os manifestos da última sexta-feira (14), em BH.

De acordo com a nota divulgada pelo hospital (confira na íntegra abaixo), nesta terça-feira (18), os exames realizados “não evidenciaram intoxicação por monóxido de carbono, estando o óbito associado à doença cardíaca e neurológica”, afirma o texto.

A 3ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste, em Belo Horizonte, confirmou que está investigando a morte da mulher. Edi faleceu na noite segunda-feira (17). Ela foi internada em estado grave na sexta. A vítima tinha oito filhos e morava no bairro Palmital, em Santa Luzia, na Grande BH.

A vítima de 53 anos estava dentro de um ônibus intermunicipal que fazia a linha Santa Luzia/Belo Horizonte, e passou mal enquanto o ônibus em que estava para chegar ao trabalho foi surpreendido pela interrupção do tráfego por manifestantes na avenida Antônio Carlos, próximo ao câmpus da UFMG, na região da Pampulha.

Os manifestos ocorreram na manhã de sexta-feira, quando milhares de pessoas foram às ruas em todo o país para protestar contra a reforma da Previdência e os contingenciamentos na educação. Os protestos não tiveram confrontos e a mulher foi a única vítima de ocorrência relacionada às manifestações.

Segundo a Polícia Militar, o ônibus em que a vítima estava se encontrava próximo aos pneus em chamas e ela acabou inalando a substância tóxica produzida pela queima e passou mal.

A vítima foi levada às pressas por uma viatura do Tático Móvel do 13º Batalhão até o Risoleta Neves. No hospital, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada. O estado de saúde da mulher seguiu gravíssimo até a constatação da morte encefálica, na tarde de segunda.

Nota do Hospital Risoleta Tolentino Neves:

“O Hospital Risoleta Tolentino Neves (HRTN) informa e lamenta o falecimento da senhora Edi Alves Guimarães, esclarecendo que a paciente foi atendida do dia 14/06/2019 ao dia 17/06/2019, quando evoluiu para o óbito.

Durante a internação, o Hospital realizou todos os procedimentos necessários visando à sua recuperação. O HRTN ressalta que os exames realizados não evidenciaram intoxicação por monóxido de carbono, estando o óbito associado à doença cardíaca e neurológica”.

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