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Morador de rua morto pelo frio era jornalista; família pede ajuda para sepultamento

A família do jornalista Cleber Luis Costa da Silva, que era morador em situação de rua e faleceu na última sexta-feira (5), em decorrência do frio em Porto Alegre, procura ajuda para pagar o sepultamento da vítima. Cleber foi encontrado morto no Centro Histórico da cidade, ele sofreu uma parada cardíaca por conta da baixa temperatura.

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Cleber morreu prestes a completar 51 anos, ele estava desempregado. O corpo dele foi enterrado na tarde de sábado (6), no Cemitério São Miguel e Almas.

A família de Cléber é de origem humilde e não possui recursos para arcar com as despesas de sepultamento. Amigos e ex-colegas de profissão se uniram para que ele não fosse enterrado como indigente e agora solicitam o apoio da sociedade para arcar com esses custos.

A campanha de arrecadação está sendo organizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (Sindjors), que promete fazer toda a prestação de contas. Quem puder colaborar pode depositar qualquer quantia na seguinte conta bancária:

Agência: 0116

Conta: 84023 8

Banco: Sicredi

Titular: Sílvio Luciano da Silva Ribeiro

CPF: 764.431.910.72

O jornalista Sílvio Ribeiro foi quem identificou Cléber. Ele havia ficado com o currículo da vítima na semana anterior e, após a notícia da morte de um morador de rua, um amigo em comum suspeitou que pudesse se tratar de Cléber. Sílvio foi até a delegacia e conferiu no boletim de ocorrência o número da identidade dele.

Nas redes sociais, amigos se manifestaram com pesar sobre a morte de Cléber. Segundo postagens, ele era formado pela Ulbra e integrou o DCE da Universidade na década de 1990. Durante a carreira, trabalhou em jornais de bairro e do comércio e idealizou a publicação “Futebol Feminino em Revista”. Não era casado, nem tinha filhos.

São Paulo

Subiu para seis o número de pessoas em situação de rua que foram encontradas mortas desde a última sexta-feira (5), durante a forte onda de frio que atinge todo o estado paulista. Todos os casos estão sendo investigados pela Polícia Civil.

O último caso registrado foi o de um homem, ainda não identificado, que foi encontrado morto por volta das 21h da segunda-feira (8), na Vila Maria, zona norte da capital. Este foi o quarto caso só na capital paulista nos últimos dias.

Na manhã de sexta-feira, Gabriel Laffot, de 22 anos, foi encontrado embaixo de uma das escadas do Terminal de Ônibus da Barra Funda, zona oeste da cidade. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o caso foi registrado como morte súbita sem causa aparente. Foram requisitados exames para determinar a causa da morte.

Ainda na sexta feira, um homem não identificado também foi encontrado morto sem sinais de violência no Pari, região central da capital. Ele não levava documentos.

No sábado (6), mais um homem foi achado sem vida pela Polícia Militar em Itaquera, zona leste paulistana. Segundo a corporação, não há indícios de que ele tenha sido vítima de crime.

Outros dois casos ocorreram no interior do estado e na Grande São Paulo. Em Assis, a moradora de rua Rosilda Maria Barreto, 43 anos, foi encontrada morta na manhã de domingo (7), por volta das 8h, na Vila Silvestre. O caso foi registrado como morte natural.

No mesmo dia, em Santo André, um homem ainda não identificado foi encontrado morto no Parque Novo Oratório. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima enrolada em um cobertor, sob a marquise de um posto de saúde.

Com informações do Sindjors e da Agência Brasil

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