Home Notícias BH Táxis poderão rodar em carros mais fracos e menores, e BH, enfim, terá apps regulamentados

Táxis poderão rodar em carros mais fracos e menores, e BH, enfim, terá apps regulamentados

Após anos de polêmica, idas e vindas, Belo Horizonte caminha, enfim, para a regulamentação dos aplicativos de transporte. Junto com a normatização desses apps, a capital mineira deverá ter uma flexibilização do sistema de táxis quanto ao modelo de carro. O acordo foi selado após mais de 5h de reunião, nesta terça-feira (9), entre o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e representantes de taxistas, aplicativos e motoristas de aplicativos.

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Com o acordo, a votação prevista para a tarde de hoje no plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi suspensa. A base do governo na Casa garante que o projeto será aprovado definitivamente na quarta-feira.

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“Tenho certeza de que, com o acordo selado, amanhã às 15h teremos uma votação por unanimidade na Câmara. BH caminha para dar exemplo para todo o país”, afirma, confiante, o líder de governo na CMBH, vereador Léo Burguês (PSL).

Modelos liberados

O maior impasse causado na reta final da aprovação do projeto em definitivo – já tinha sido aprovado em primeiro turno em dezembro passado – foi a exigência que os motoristas de apps tivessem carros sedans, com potência mínima de 85 cavalos e idade máxima de fabricação de cinco anos.

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Essas exigências equiparariam às já existentes para taxistas. Após muita pressão dos condutores de apps, o acordo selado foi rebaixas as exigências também para os taxistas: portanto, esses profissionais poderão passar a rodar com modelo hatch e potência mais fraca.

“O que vale para os motoristas de aplicativo vai valer para os taxistas. Não vamos colocar obrigatoriedade para aplicativos, pelo fato de ser inconstitucional, então será retirado, via portaria da BHTrans essa exigência para os táxis”, explicou Léo Burguês.

A única parte do acordo que ainda causa discussão é a idade dos veículos. A categoria dos taxistas exige que seja de cinco anos, como funciona para eles na atualidade, enquanto que os aplicativos pleiteiam oito anos.

O acordo entre as partes deve ser divulgado na Prefeitura de Belo Horizonte, às 10h desta quarta-feira (10).

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