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Parada LGBT incendeia BH para dizer, com ternura e firmeza, não a retrocessos

Por Maria Eduarda Faria e Moisés Santos

A 22ª Parada LGBT de BH incendiou a capital mineira, neste domingo (14), com ainda mais inclusão, diversidade, alegria, organização, estrutura e protesto. Do fim da manhã ao início da noite, milhares – organização fala em 200 mil – colorira a região Central da cidade para reforçar o “não ao retrocesso”.

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“O tema não podia ser outro: a história de Stonewall, um marco fundante do movimento LFBT no mundo, trazendo um olhar do passado para a atualidade. Por isso começa com o não aos retrocessos, uma pauta imediata da perda de direitos com esse governo que começou há seis meses”, afirmou ao BHAZ o presidente do Cellos-MG (Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais), Azilton Viana.

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“Estamos revivendo Stonewall justamente para lembrar disso: nos momentos de retrocesso, de grandes tensionamentos sociais, o movimento sai às ruas, ocupa os espaços públicos para denunciar violências, problemas”, complementa Viana. “Com alegria, descontração, com nossas cores e nossa espontaneidade de dialogar com a sociedade”.

“Quando falamos temos medo de que as nossas palavras não vão ser ouvidas ou bem-vindas. Mas quando estamos em silêncio, ainda temos medo. Por isso é melhor falar”, publicou, no Twitter, Eriskon.

“Essa #ParadaLGBTbh é profundamente política porque nossos corpos são profundamente políticos. Nossos amores e nossos desejos, são profundamente políticos. Nós temos lado, e este lado é contra os retrocessos do governo”, afirmou, também pela rede social, a vereadora de BH Bella Gonçalves (PSOL).

Vários movimentos estiveram presentes na parada, como o Mães pela Diversidade, um projeto nacional criado em 2014, que atua em BH desde 2017. “Começamos com 10 mães, hoje somos 200. Lutamos para que os pais entendam que as famílias precisam sair do armário junto com os filhos. A diversidade é uma condição humana, não é opção de ninguém”, afirmou Myriam Salum, que está passando o cargo de coordenadora do projeto em BH para uma outra mãe.

O projeto faz o acolhimento de pessoas LGBT e familiares das mesmas todas as segundas, das 18h às 19h30, no CRJ (Centro de Referência da Juventude).

Veja alguns cliques:

Moisés Santos/BHAZ
Moisés Santos/BHAZ
Moisés Santos/BHAZ
Moisés Santos/BHAZ
Moisés Santos/BHAZ
Moisés Santos/BHAZ
Moisés Santos/BHAZ
Moisés Santos/BHAZ
Amanda Dias/BHAZ
Moisés Santos/BHAZ
Amanda Dias/BHAZ

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