Home Notícias Política Deputados mineiros fazem homenagem a Glenn Greenwald, do Intercept; ‘rivais’ polemizam

Deputados mineiros fazem homenagem a Glenn Greenwald, do Intercept; ‘rivais’ polemizam

Uma homenagem ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do The Intercept Brasil, na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) causou discussões entre os deputados mineiros nesta quarta-feira (17).

O pedido para que o jornalista, responsável pelo veículo que tem vazado conversas dos procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro, foi protocolado na comissão pelos deputados André Quintão e Beatriz Cerqueira, ambos do PT, nessa terça (16).

“A importância do reconhecimento da Assembleia Legislativa ao trabalho deste jornalista, que se conecta com toda discussão dos direitos humanos com seu trabalho de jornalismo investigativo e que está desnudando uma corrupção importante de ser combatida, que é a corrupção no Judiciário”, disse Beatriz em postagem em sua rede social.

Na sessão plenária de hoje, os deputados Coronel Sandro (PSL) e Bartô (Novo) produziram um requerimento pedindo a retirada da homenagem. Outros deputados como Sargento Rodrigues (PTB) e Cleitinho (PPS) entraram na discussão.

Rodrigues afirmou que assinaria o requerimento pedindo a derrubada da homenagem. “Esse moço deveria estar preso”, afirmou. Quem também criticou foi o Coronel Sandro, que afirmou que Glenn é “um militante político travestido de jornalista”.

Cleitinho afirmou que esse não é o momento de discutir homenagens na ALMG. “Não tem que debater homenagem, o Estado está quebrado e a gente discutindo homenagem? Essa Casa custa caro, tem que debater melhoras ao Estado, regime de recuperação fiscal e salários dos professores”, disse o parlamentar.

“Quem fala mal da Lava Jato é bandido também. Sergio Moro não fez mais que a obrigação, mas temos que apoiar ações como a dele para acabar com a corrupção no país”, complementou.

O deputado do Novo, Bartô, disse que o requerimento para derrubar a homenagem tem como objetivo proteger a moral e o povo de Minas Gerais. “Não temos que ficar aqui defendendo bandidos. Enquanto o povo brasileiro ficar batendo cabeça em cima de assunto que já tinha que ter passado a régua, a gente não vai conseguir avançar”, concluiu o parlamentar.  

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