Home Notícias Política Datafolha: Quatro entre 10 brasileiros não veem medida positiva do governo Bolsonaro

Datafolha: Quatro entre 10 brasileiros não veem medida positiva do governo Bolsonaro

Quatro entre 10 brasileiros consideram que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não fez nada de positivo nos primeiros seis meses de governo, indica uma pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (22) pelo jornal Folha de S. Paulo. 

O levantamento, realizado entre 4 e 5 de julho, questionou 2.860 pessoas com mais de 16 anos, em 130 cidades do País, sobre o que o presidente teria feito de melhor até agora, deixando livre para que os entrevistados respondessem a questão de forma aberta. Segundo a Folha, 39% responderam “nada”.

Entre os entrevistados que responderam que Bolsonaro não fez nada de positivo, o índice geral de 39% sobe quando o questionário é respondido por mulheres e pessoas com apenas o ensino fundamental – 45% -, negros (46%), moradores do Nordeste (47%), adeptos de religiões de matrizes africanas (52%) e pessoas que consideram o governo como ruim ou péssimo (76%).

Decreto das armas foi medida ruim

Os decretos das armas aparecem em primeiro lugar entre as iniciativas ruins, mencionados por 21% dos entrevistados. O repúdio é maior entre os negros (25%), quem avalia o governo como ruim ou péssimo (27%) e espíritas (28%).

Logo em seguida na lista de piores medidas vêm reforma da Previdência (12%) e imagem pública (9%) – este último quesito inclui declarações consideradas desnecessárias, uso de palavras ofensivas, postura em relação aos filhos e articulação política.

Avanços

Já entre aqueles que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018, apenas 17% responderam que o mandatário brasileiro não fez nada de positivo até agora.

Por outro lado, 8% responderam que o governo tem como positivo avanços na segurança, 7% apontaram a reforma da Previdência, 4% o combate à corrupção, 4% a flexibilização do porte de armas e 1% o horário de verão.

De acordo com o Datafolha, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança, de 95%.

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