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(Re) Virada Cultural

No último fim de semana nossa cidade se transformou, a Virada Cultural ocupou e nos fez ocupar a cidade. Com programação gratuita, diversa e extensa (cerca de 400 atrações), Belo Horizonte recebeu música, teatro, dança, artes, performances, moda, gastronomia, intervenções urbanas e muitas outras experiências, tudo isso em 24 horas, sem parar!

Eu não dei conta de acompanhar tudo o que eu queria ver, mas enxerguei uma programação cheia de diversidade e representatividade. Não adiantou censurar a Academia TransLiterária, porque apesar de não estar presente com sua performance “Coroação de Nossa Senhora das Travestis”, sua obra foi citada e exaltada o tempo todo por apresentadores, artistas e por quem estava curtindo a festa. E que festa! Assistir uma artista do porte da Daniela Mercury falando sobre xenofobia e homossexualidade em uma Praça da Estação lotada foi lindo demais!

Eu fiquei muito emocionada com a tradução em libras que algumas atrações tiveram, incluir pessoas com deficiência auditiva em um momento tão vibrante para a cidade é muito importante. A Virada Cultural abriu espaço para um pouco de tudo que está sendo produzido na cidade e também trouxe muitas mulheres, cantando, tocando, produzindo e ocupando. A arte está viva, atenta e forte!

Para além disso, a Virada Cultural me permitiu ampliar o olhar sobre a nossa cidade, transitar por lugares novos, ou ver de um jeito diferente aquele lugar por onde passo todo dia e isso é revigorante. A arte salva.

Priscilla Glenda

Priscilla Glenda

Priscilla Glenda é nascida e criada em BH, com 10 anos de carreira como cantora e compositora. Autodidata, vem conquistando seu espaço na cena cultural mineira. Fundou o trio “Pelos Cantos” e faz parte do projeto autoral e independente “Djambê”. No Carnaval, está à frente dos blocos “Juventude Bronzeada” e “É o Amô”. Sempre disposta a fazer sua parte para tornar o mundo um lugar com mais justiça e amor.

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