Home Notícias Minas Gerais ‘Golpe do visto’: Mineira é presa por oferecer emprego nos EUA e fugir com dinheiro de vítimas

‘Golpe do visto’: Mineira é presa por oferecer emprego nos EUA e fugir com dinheiro de vítimas

A 1ª Vara Criminal de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, decretou a prisão de uma mulher de 54 anos, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela prática de estelionato. Ele foi detida preventivamente por cometer o mesmo crime há mais de 10 anos.

De acordo com a denúncia, a mineira fez diversas vítimas com a promessa de facilitar o processo de obtenção do visto americano e levá-las para trabalhar nos Estados Unidos. Ela participava de uma audiência de Instrução quando a promotora Gabriela Carvalho de Almeida foi informada de que a mulher continuava praticando o crime, mesmo após ser denunciada. Uma juíza atendeu ao pedido do MPMG e ela já saiu da audiência presa.

Para cometer o crime, a golpista exigia das vítimas uma quantia em dinheiro, alegando se destinar à preparação da documentação, mas desaparecia ao receber o dinheiro, além de evitar o contato com as vítimas, deixando-as no prejuízo.

As investigações apontaram também que, para ganhar a confiança das vítimas, a mineira alegava que possuía filhos nos Estados Unidos que trabalhavam na empresa da família, mostrando-lhes fotos e áudios. Assim, assegurava às vítimas que, quando chegassem nos Estados Unidos, também trabalhariam nessa empresa, o que, inclusive, facilitaria a obtenção da documentação.

Conforme a 11ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares, a investigada já é conhecida no meio policial, pois há anos faz vítimas desse crime com promessa de imigração ilegal para os Estados Unidos. “Mesmo após ser processada pelo delito, continuou atuando da mesma forma, se valendo do sonho de pessoas humildes para enganá-las e arrecadar os poucos bens que possuíam”, afirma a promotora de Justiça. 

Ao longo destes anos, pode-se encontrar cerca de 18 ocorrências policiais contra ela, a maioria registrada em Governador Valadares, e todas apontando a mesmo forma de agir.

Com MPMG


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