Home Notícias Internacional Homem conhecido como ‘múmia viva’ morre e verdade por trás de fotos chocantes é revelada

Homem conhecido como ‘múmia viva’ morre e verdade por trás de fotos chocantes é revelada

No fim de junho, fotos que mostravam um homem com a pele completamente deteriorada, bastante magro e coberto por cortes e feridas tomaram as redes sociais em todo o mundo. Alexander Proskurin ficou conhecido como “múmia viva” e a história por trás do que teria ocorrido ele repercutiu em larga escala, com a informação de que teria sido vítima de um urso. O animal o teria atacado e o mantido em uma caverna por cerca de um mês.

Alexander teria desaparecido em uma região remota da Rússia e sido localizado por cães de um caçador que passava pela mesma área em que ele estava. O jornal Siberian Times foi citado como uma das fontes que o entrevistou. À publicação, o homem teria dito que lutou com um urso pardo e que foi mantido vivo na toca do animal, tomando a própria urina para sobreviver.

Nesta semana, no entanto, novos detalhes a respeito do caso da “múmia viva” surgiram. E eles nada têm a ver com a história do urso, relatada anteriormente. De acordo com o The Sun, o homem de 41 anos ficou gravemente doente depois de ter ignorado uma psoríase crônica, uma condição autoimune que provoca lesões avermelhadas e faz a pele descamar. Clique aqui para ver as fotos dele (as imagens podem ser chocantes).

Um médico da cidade de Aktobe, no Cazaquistão – país que faz fronteira com a Rússia -, revelou que Alexander morreu em 25 de julho em decorrência das complicações da psoríase. Ele sofreu uma sepse por conta de uma “grande ferida infectada”. A sepse, também conhecida como “envenenamento do sangue”, trata-se de uma resposta do próprio corpo a uma infecção capaz de danificar os tecidos e provocar a falência dos órgãos. “Ele foi trazido para a unidade de terapia intensiva em muito mau estado e morreu em poucos dias”, contou o médico Saken Kapanov, chefe do Aktobe Emergency Hospital.

A agência de notícias EADaily, que fica em Moscou, na Rússia, foi apontada como uma das primeiras a divulgar a história de Alexander e relacioná-la ao urso. Na época, a empresa chegou a oferecer uma recompensa em dinheiro para quem pudesse identificar o homem. Agora, uma investigação já em andamento busca descobrir se algum médico gravou o paciente secretamente e inventou o falso ataque sofrido por ele.

“Como médico chefe aqui eu estou dizendo a você, este é o nosso cara, ele não é de Tuva nem de nenhum outro lugar na Rússia”, disse outro médico, Rustam Isaev, que atendeu Alexander ainda em junho, em Aktobe.


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