Home Notícias Política PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro, em desdobramento que investiga Pimentel

PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro, em desdobramento que investiga Pimentel

ATUALIZAÇÃO ÀS 13H16: Matéria atualizada às 13h16 com informações passadas pela PF em entrevista coletiva.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (12) a Operação Monograma, contra crimes de falsidade eleitoral e lavagem de dinheiro em desdobramento da operação, Acrônimo, que tem como um dos investigados o ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

Foram cumpridos dois mandados judiciais de busca e apreensão em Belo Horizonte, ambos expedidos pela 32ª Zona Eleitoral da capital.

A Operação é um desdobramento da Operação Acrônimo, deflagrada pela Polícia Federal em 2015, em cujas fases 2ª e 9ª foram identificados os fatos que agora se busca apurar.

As investigações apontaram possíveis delitos eleitorais, nos quais empresas de consultoria, mediante a simulação de prestação de serviços, teriam sido usadas para o recebimento de vantagens ilícitas em montante superior a R$ 3 milhões. E o dinheiro teria sido enviado para uma empresa brasileira no Uruguai.

Delegado detalha

De acordo com o delegado Marinho Rezende, da área de crimes eleitorais, será investigado se Pimentel era um dos sócios desta empresa de consultoria. “A empresa emitia notas fiscais para legalizar os valores recebidos de forma ilícita. A investigação apontará se Pimentel seria sócio”, disse.

O valor superior a R$ 3 milhões teria sido repassado pela empresa OAS que desejava, conforme informou o delegado, obter prestígio, visto que na época Pimentel era ministro do governo Dilma. “É possível que a OAS tenha recebido algo em troca, como serviços e até mesmo prestígio. Estamos investigando se alguma obra saiu para essa empresa”, informou.

Como alguns detalhes desta operação correm em sigilo, o delegado não pode informar se Pimentel estava na residência no momento em que os mandados foram cumpridos. “Foram recolhidos cerca de R$ 60 mil, em moeda nacional e estrangeira, além de documentos e mídias. Ainda não temos a quantidade de material apreendido, pois tudo ocorreu na parte da manhã”, disse.

Em razão de novo entendimento jurisprudencial, as investigações anteriormente eram conduzidas pelo Superior Tribunal de Justiça, passaram a tramitar na 32ª Zona Eleitoral em Belo Horizonte a partir de em junho de 2019.

O BHAZ tentou contato com o advogado do ex-governador Fernando Pimentel, Carlos Eugênio Pacelli, em dois dos seus escritórios: um em Belo Horizonte e outro em Brasília, mas não teve êxito e em seu telefone celular.

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