Home Notícias BH Kalil descarta apreensão e diz que não pode bancar socorro de ‘quem está passeando com patinete que custa R$ 10 o minuto’

Kalil descarta apreensão e diz que não pode bancar socorro de ‘quem está passeando com patinete que custa R$ 10 o minuto’

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), comentou nesta terça-feira (10) sobre a situação das patinetes elétricas disponibilizadas pelas ruas da capital mineira. No último sábado (7), um homem de 43 anos morreu após sofrer um acidente com o transporte. O mandatário disse que a prefeitura não pode tomar ações que possam “levar a cidade ao atraso” e afirmou que as empresas que disponibilizam esse serviço devem bancar o socorro das vítimas.

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“Do mesmo jeito que, durante o Carnaval eu não posso ocupar Centro de Saúde e gastar dinheiro do SUS com bêbado, eu não posso bancar centros de saúde e UPAs com quem está passeando de patinete que custa R$ 10 o minuto. Eles [empresas] têm que ter seguro para proteger a população. Os cem que já caíram tem smartphone e podem pagar uma conta alta que é a do patinete”, afirmou o prefeito, ao se referir às mais de cem pessoas internadas em BH, desde o início do ano, após acidentes com patinete.

Kalil afirmou ainda que a morte do empresário Roberto Pinto Batista Júnior, de 43 anos, em decorrência de um acidente com um patinete, no Centro de BH, foi uma fatalidade.

“O que interessa para a população a respeito dos patinetes, primeiro, são campanhas educativas que tem que usar capacete para bicicleta, patinete etc. O segundo passo é reduzir a velocidade dos patinetes, que já está sendo feito”, explicou o prefeito sem dar um prazo para que as medidas sejam efetivadas.

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Em Belo Horizonte, o serviço de compartilhamento de bicicletas, patins, patinetes e skates ainda não possui regulamentação. Kalil vetou o PL (Projeto de Lei) que regulamentava o uso na capital justificando que o texto era inconstitucional.

“A lei que foi vetada não obrigava uso de capacete, não obrigava a redução de velocidade do patinete. A lei era inconstitucional e, por isso, foi vetada, não foi por má vontade. Tá parecendo que a lei vetada tinha algum item de segurança e não tinha. Nós não podemos regular uma cidade de 2,7 milhões de habitantes por causa de uma fatalidade”, afirmou.

Kalil também negou que vá retirar os patinetes de circulação como uma medida preventiva para evitar novos acidentes. “Eu não quero passar a humilhação de ter que encher caminhão de patinete e devolver pras ruas 24h depois”, disse.

Medidas de prevenção

Mais cedo, a BHTrans propôs às empresas responsáveis pelos aluguéis de transportes alternativos algumas medidas que visam o aumento da segurança dos usuários. Dentre elas, a redução da velocidade do equipamento para viagens de usuários novatos, e a contratação de um seguro de responsabilidade civil.

Conforme nota (confira na íntegra abaixo) divulgada nessa segunda-feira (9), o presidente da BHTrans, Celio Bouzada, se reuniu com diretores e o presidente da Grow – empresa responsável pela operação dos patinetes elétricos da Grin e da Yellow em Belo Horizonte – “para exigir um comprometimento da empresa com a cidade em três pontos principais: Informação, treinamento e segurança”.

Nota da BHTrans:

“Em reunião nessa tarde com diretores e o presidente da Grow, empresa responsável pela operação dos patinetes elétricos da Grin e da Yellow em Belo Horizonte, o presidente da BHTrans, Celio Bouzada, exigiu um comprometimento da empresa com a cidade em três pontos principais: Informação, treinamento e segurança. A BHTrans solicitou uma redução da velocidade do equipamento para as primeiras viagens de usuários novatos. A Grow concordou e vai fazer uma avaliação técnica dessa solicitação e também irá desenvolver um extenso programa de treinamento para os usuários de patinetes na capital, combinado com uma campanha de divulgação de informação. A Grow ainda se comprometeu a contratar um seguro de responsabilidade Civil em favor dos usuários. A BHTrans esclarece que o uso dos patinetes é regulamentado pela resolução do CONTRAN, 465/2013. A Empresa criou um grupo de trabalho que está elaborando uma regulamentação complementar que dispõe, principalmente, sobre as regras de circulação”.

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