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Gari ganha moto nova com um ano de seguro após ter a antiga furtada

O gari que teve a moto furtada nessa terça-feira (17) ganhou uma nova com um ano de seguro. Renato Sá de Souza foi surpreendido enquanto gravava uma reportagem, no início da tarde desta quarta-feira (18), para o jornal O Tempo. Com a repercussão, o jogador Thiago Neves, do Cruzeiro, chegou a prometer ajuda ao trabalhador (relembre aqui). A Polícia Civil informou que a moto furtada ainda não foi encontrada, mas que segue com as investigações.

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O Grupo Orange presenteou o trabalhador com uma moto Factor 150, da Yamaha. Agora, o gari é só alegria. “O pessoal da Yamaha passou no meu serviço hoje mais cedo. Eu cheguei lá para fazer uma reportagem e, no meio dela, me deram uma daquelas chaves de papelão. Vou poder retirar a moto sexta ou sábado. Para quem não tinha nada, foi muito bom. Estou feliz demais, graças a Deus, só tenho a agradecer”.

O jogador Thiago Neves, do Cruzeiro, havia se sensibilizado com a história e iria ajudar o gari. “Depois de eu ter ganhado a moto, ele me ligou de novo, ficou muito feliz por mim. Ele falou que o dinheiro que iria me ajudar, agora vai para alguma obra de caridade, aí não teremos mais o encontro amanhã. É um cara muito bacana”, conta Renato.

“Eu nunca imaginei que poderia ser ajudado dessa forma. Fui do inferno ao céu, fiquei sem nada e de repente ganhei essa moto. Até um ano de seguro me deram”, explicou. A partir de segunda-feira, Renato irá ao trabalho na moto nova. “Sem palavras para agradecer”, completa.

Para Luiz Flávio Sapori, especialista em Segurança Pública, a repressão mais qualificada a locais de desmanche poderia diminuir esse tipo de crime. “Essa moto provavelmente já foi para um desmanche. O crime de furto não é um crime muito priorizado, já é uma característica da sociedade brasileira, há uma certa impunidade. E isso tem relação com os pontos de desmanche de veículos roubados e furtados”, explica.

O especialista afirma ainda que é preciso uma ação mais firme de fiscalização desses locais. “A prefeitura é muito importante nesse sentido. Uma ação conjunta com a polícia pode ajudar a coibir esse tipo de crime”, completa Sapori.

O caso

Renato acordou nessa terça-feira (17) antes do sol raiar, como faz todos os dias, para chegar ao trabalho, pontualmente, às 5h. Deixou a esposa, que até semana passada estava desempregada, e os três pequenos (dois filhos e uma enteada) para mais um dia de labuta. Estacionou a moto na rua Artur de Sá com a avenida Cristiano Machado, perto de um posto de gasolina, para trabalhar na capina e na limpeza de vias próximas.

Quando voltou, 10h30 depois, às 15h30, cadê a moto? “Poxa, as coisas estão difíceis demais. Minha moto era meu único meio de transporte que eu conquistei com muito suor. Era meu meio de locomoção para trabalhar, meu xodó, vai fazer falta demais. Eu só quero que reconheçam meu esforço e devolvam a moto”, afirmou Renato ao BHAZ.

Vitor Fernandes

Vitor Fernandes

Jornalista no Portal BHAZ

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