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Copasa nega racionamento de água na Grande BH; Rio das Velhas segue em escassez

Após parte do Rio das Velhas entrar em estado de escassez hídrica – ele é o responsável por abastecer quase 70% da população de BH -, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) emitiu nota (confira na íntegra abaixo) em que nega desabastecimento, rodízio ou racionamento de água em BH e região metropolitana.

Segundo a empresa, a situação dos mananciais que abastecem a RMBH, no momento, estão em condições de atender a população. “A Companhia informa que a captação no rio das Velhas está dentro da média. As vazões apresentadas no manancial, no momento, estão dentro do esperado, comparando−se com anos anteriores”, diz.

Ainda de acordo com a Copasa, caso o Rio das Velhas não sustente o abastecimento de BH e região, outras medidas serão tomadas. “Havendo eventuais reduções na vazão disponível no rio, a produção será complementada com a transferências de água de outros sistemas, uma prática usual para garantir o abastecimento”, afirma.

Contudo, mesmo sem previsão de crise hídrica, a Copasa pede que a população mantenha um consumo consciente de água. “Atitudes simples, como lavar o carro com balde de água no lugar da mangueira, deixar a torneira fechada enquanto escova os dentes, tomar banhos rápidos, molhar plantas com regador e não lavar o passeio com água tratada fazem muita diferença”, conta.

Escassez hídrica

Na última quarta-feira (18), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) decretou situação crítica de escassez hídrica no Rio das Velhas. O alerta vale para porção do rio na região acima da estação Santo Hipólito, na região Central de Minas.

O trecho em situação crítica deve afetar empresas que possuem outorgas de uso da água e cidades da região Central do Estado e região metropolitana de BH. Segundo o presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, Marcus Vinícius Polignano, ainda não é possível falar em racionamento na capital, mas a situação é grave. “Estamos matando o rio, cada vez mais próximos de uma insegurança hídrica. Eu diria que, em um nível de zero a dez, estamos em risco sete”, afirma.

O Igam alega que identificou a situação crítica do rio por meio do monitoramento dos níveis do Rio das Velhas, que apontaram vazões abaixo de 70% da vazão de referência. “A restrição é aplicada aos 224 usuários que possuem outorga vigente para captação de água superficial, situados ao longo de 43 municípios, e terá duração até o dia 15 de novembro de 2019”, diz o Igam.

Como consequências da declaração de escassez, ficam impostas a todas as captações de água superficial da porção as seguintes restrições de uso:

• Redução de 20% do volume diário outorgado para as captações de água para a finalidade de consumo humano, dessedentação animal e abastecimento público;

• Redução de 25% do volume diário outorgado para a finalidade de irrigação;

• Redução de 30% do volume diário outorgado para as captações de água para a finalidade de consumo industrial e agroindustrial e redução de 50% do volume outorgado para as demais finalidades.

Nota da Copasa

“A Copasa considera prematuro, antes do próximo período de chuva, dizer que haverá crise hídrica, desabastecimento, rodízio ou racionamento, uma vez que a situação dos mananciais que abastecem a RMBH, no momento, estão em condições de atender a população.

A Companhia informa que a captação no rio das Velhas está dentro da média. As vazões apresentadas no manancial, no momento, estão dentro do esperado, comparando−se com anos anteriores. Havendo eventuais reduções na vazão disponível no rio, a produção será complementada com a transferências de água de outros sistemas, uma prática usual para garantir o abastecimento.

A Copasa esclarece ainda que, desde o rompimento da barragem da Mina do córrego do Feijão, da Vale, a captação do rio Paraopeba encontra−se paralisada e o abastecimento da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) vem sendo realizado pela captação a fio d¿água no rio das Velhas e pelas represas do Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores.

Mesmo não havendo previsão de escassez hídrica, a Copasa orienta a população a manter o consumo consciente de água, comportamento importante em qualquer estação do ano. Atitudes simples, como lavar o carro com balde de água no lugar da mangueira, deixar a torneira fechada enquanto escova os dentes, tomar banhos rápidos, molhar plantas com regador e não lavar o passeio com água tratada fazem muita diferença”.

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