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Você conhece o Tinder dos livros?

Esta semana eu fiz algo que deveria ter feito há muito tempo: entrei no Tinder.

Mas não foi no Tinder-Tinder, não, já que sou casada (e nem no PTinder, já que já sou casada! Hahaha). Foi no Tinder dos livros.

Você já conhece essa iniciativa?

Ela surgiu no Twitter, no perfil da Winnie Bueno, que se propôs a conectar pessoas através de livros. Assim, as pessoas que querem ou precisam de alguma obra entram em contato com ela. Da mesma forma, as pessoas que podem comprar ou doar livros. Assim, Winnie atua como um “Tinder humano”, conectando as duas pontas.

Se você quer/precisa de livros, mande um direct para a Winnie aqui.

Se você pode/quer comprar ou doar livros, mande um direct para a Winnie aqui.

Um Tinder diferente

Quando digo que Winnie atua como Tinder humano, digo isso em todos os sentidos possíveis. Ela é o algoritmo, mas o objetivo também é tenro. Winnie, um dia, disse que seria mais efetivo que brancos doassem livros para negros ao invés de apenas se posicionarem como aliados contra o racismo.

Ela chamou a ação e muita gente embarcou na ideia. Essa semana, eu me “cadastrei” como participante desse Tinder. Mandei Os Condenados da Terra, livro pedido por um rapaz chamado Pietro, lá pra Taubaté. E, ao enviar um livro, acabei ganhando uma nova dica de leitura. Já quero ter essa obra também. 😉

Hoje eu te convido a participar desse movimento de promoção de acesso à literatura e de combate ao racismo estrutural. Aos negros, foi negado o direito à escrita e leitura desde a colonização do nosso país até os dias de hoje. Portanto, os brancos que têm condições devem fazer mais do que segurar a bandeira contra esse status quo: devem agir.

Winnie teve uma brilhante ideia para nos chamar à ação. Cabe a nós não fazer ouvido de mercador.

Boas leituras e até semana que vem!

Lais Menini

Lais Menini

Lais Menini é redatora sênior, com nove anos de experiência na criação de conteúdo para internet. Nas horas vagas, ministra cursos e oficinas de escrita criativa e é blogueirinha de literatura no Literama.

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