Home Notícias Minas Gerais Deboches em notícia sobre morte de sargento terminam com três presos em Minas

Deboches em notícia sobre morte de sargento terminam com três presos em Minas


Três homens foram detidos por fazerem chacota sobre a morte de um policial militar, assassinado em João Monlevade, na região Central de Minas Gerais, no último sábado (28). O sargento Célio Ferreira de Souza foi morto com um tiro na cabeça enquanto a atendia uma ocorrência de ameaça de morte a um menor. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos podem ter cometido crimes de vilipêndio de cadáver e apologia ao crime.

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Um deles foi preso em Caratinga, no Vale do Aço nessa segunda-feira (30). De acordo com a PM, o homem de 27 anos fez comentários ofensivos em uma postagem que noticiava a morte do sargento. “Tem que fazer isso mesmo. A maioria da PM fica perseguindo só trabalhador”. Ele foi criticado por outros internautas, mas prosseguiu. “É muito triste ver a polícia perseguindo trabalhador, enquanto os bandidos estão tranquilos. Quando vejo uns casos desses, fico feliz sim, pois é menos um que vai perseguir nós, trabalhadores”, declarou.

Ao ser abordado, ele disse que a conta na rede social havia sido hackeada, mas, logo depois, confessou que tinha feito o comentário e destacou que não tinha “obrigação de gostar de polícia”. O homem foi detido sob acusação de vilipêndio a cadáver, ato de destratar ou humilhar uma pessoa que já morreu.

Já em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, um jovem de 24 anos foi detido por um comentário irônico à respeito da morte do policial, também nessa segunda-feira: “CPF cancelado com sucesso”. Ele foi levado para a delegacia e assumiu a autoria da postagem. A ocorrência foi registrada como apologia ao crime.

Já no sábado (28), horas após o crime, um outro homem foi detido no meio do expediente, na loja em que trabalha, em João Monlevade. Segundo a PM, ele debochou da morte do policial, por meio de mensagens em um grupo de Whatsapp. “Menos um verme”. Depois de ser repreendido por um integrante do grupo, o jovem finalizou: “O dia está lindooooooo kkkkkkk”. Os militares rastrearam o aparelho celular dele e o abordaram no mesmo dia. Ele disse que, nas mensagens, se referia a um dos presos, suspeito de participação no assassinato do policial e não ao sargento.

Caso em BH

No dia 17 de setembro deste ano, um outro caso semelhante chamou a atenção em Belo Horizonte. Um professor de geografia da capital teria comemorado a morte de um cabo da PM, assassinado por homens que passaram atirando de cima de uma moto. Por um perfil nas redes sociais, ele teria parabenizado o “menino da moto”.

Policial militar foi assassinado em Ibirité; Professor foi detido por comentar ação (Reprodução/PMMG + Facebook)

Aos policiais, o homem de 27 anos disse que estava tomando remédios de forte efeito e afirmou que estava sonolento na hora da postagem. Ele foi presos suspeito de “apologia ao crime”.

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