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Ministro mineiro e mais 10 são indiciados por candidaturas laranjas em Minas

ATUALIZAÇÃO ÀS 12H53: Matéria atualizada em 4 de outubro de 2019, às 12h53, com a nota do ministério do Turismo.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), e mais 10 pessoas foram indiciadas pela PF (Polícia Federal) no inquérito que investiga o uso de candidaturas laranjas no PSL em Minas Gerais. Marcelo foi o deputado federal mais votado em Minas Gerais com 230.004 votos no pleito passado e foi o escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar a referida pasta.

Marcelo e as demais pessoas foram indiciadas pelo crime eleitoral de omissão na prestação de contas de campanha e pelo crime de associação criminosa. Agora, a PF vai enviar um documento ao Ministério Público de Minas Gerais que decidirá se apresenta ou não a denúncia à Justiça.

A suspeita é de que o PSL-MG tenha inscrito mulheres no pleito eleitoral sem a intenção de que elas conseguissem ser eleitas. As candidaturas femininas tiveram impulso após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir que 30% dos recursos do fundo eleitoral devem ser passados para tais candidaturas.

As candidatas teriam recebido R$ 279 mil de dinheiro público e conseguiram poucos votos. Apesar do montante repassado, R$ 85 mil foram, de forma oficial, para as contas de quatro empresas que são de assessores, sócio de assessores ou de parentes do ministro de Bolsonaro.

Confira os valores recebidos pelas candidatas que representaram a cota feminina da bancada do PSL e os votos obtidos na última eleição.

  • Lilian Bernardino – R$ 65 mil – 196 votos
  • Mila Fernandes – R$ 72 mil – 334 votos
  • Débora Gomes – R$ 72 mil – 885 votos
  • Naftali Tamar – R$ 70 mil – 669 votos
  • Cleuzenir Barbosa – R$ 60 mil – 2.097 votos

Além de Marcelo Álvaro Antônio, outras 10 pessoas foram indiciadas. São elas:

  • Irineu Inacio da Silva
  • Lilian Bernardino
  • Debora Gomes
  • Camila Fernandes
  • Naftali Tamar
  • Marcelo Raid Soares
  • Reginaldo Donizeti Soares
  • Roberto Silva Soares
  • Haissander de Paula
  • Mateus Von Rondon

Procurado pelo BHAZ, o ministério do Turismo informou, em nota, que Marcelo Álvaro Antônio “ainda não foi notificado oficialmente da decisão”. “Assim como vem declarando desde o início da investigação, que teve como base uma campanha difamatória e mentirosa, o ministro reitera que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral de 2018”, diz trecho da nota que pode ser lida na íntegra abaixo.

Nota do ministério do Turismo na íntegra:

“O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ainda não foi notificado oficialmente da decisão, mas reafirma sua confiança na Justiça e reforça sua convicção de que a verdade prevalecerá. Assim como vem declarando desde o início da investigação, que teve como base uma campanha difamatória e mentirosa, o ministro reitera que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral de 2018. Vale lembrar que esta é apenas mais uma etapa de investigação e o ministro segue confiante de que ficará comprovada sua inocência”.

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