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WhatsApp admite disparos de mensagens ilegais nas eleições de 2018

A rede social WhatsApp admitiu, pela primeira vez, o uso da plataforma para envios massivos de mensagens durante as eleições de 2018, no Brasil. Segundo a rede, os disparos foram feitos por meio de sistemas automatizados e contratados por empresas. As informações são da reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello, publicada nesta terça-feira (8), na Folha de S. Paulo.  

A revelação foi feita pelo gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, durante uma palestra no Festival Gabo, realizado em Medellín, na Colômbia.

“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, disse Ben.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veda o uso dessas ferramentas de automatização, como disparos em massa. Ainda de acordo com o veículo, empresários brasileiros teriam contratado disparos favoráveis e contra candidatos durante o pleito eleitoral, sem declarar à Justiça, o que se configuraria como crime de caixa dois.

Segundo Supple, a plataforma já esperava que as eleições no Brasil fossem palco de campanhas e desinformação. “Sempre soubemos que a leição brasileira seria um desafio. Era uma eleição muito polarizada e as condições eram ideais para a disseminação de desinformação”, disse.

O executivo do WhatsApp condenou o uso da plataforma para este tipo de disparo e disse que a empresa vem adotando uma série de medidas para bloquear os que violam as normas ao fazer o envio automatizado e maciço de mensagens.

No entanto, Ben disse que o uso do WhatsApp por campanhas políticas não violava as regras. “Não viola desde que se respeitem todos os termos de uso [que vedam automação e envio massivo]. Todos estão sujeitos aos mesmos critérios, não importa se quem usa é um candidato à Presidência ou um camponês do interior da Índia”.

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