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Polícia Civil faz busca e apreensão na casa de suspeito de abusos em colégio de BH

A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) cumpriu um mandado de busca e apreensão, na manhã dessa quinta-feira (10), na casa do suspeito de ter abusado de uma criança na unidade do colégio Magnum do bairro Cidade Nova, região Nordeste de Belo Horizonte.

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As investigações começaram na sexta-feira (4), depois que a mãe de
um menino de três anos procurou a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) para relatar que o filho teria sido abusado por um auxiliar do professor de educação física da unidade.

O colégio tomou ciência do ocorrido e se reuniu com os pais da criança ainda na sexta. Em nota (confira na íntegra abaixo), a escola alega que o funcionário apontado como o autor dos abusos foi afastado e que a família está recebendo todo apoio necessário.

“Imediatamente, foram colocadas à disposição da família as assessorias jurídica e psicológica, e o profissional envolvido foi afastado de suas funções para auxiliar na transparência das apurações”, diz.  “A instituição está à disposição dos órgãos competentes e empenhada para que tudo seja esclarecido com urgência e celeridade”, acrescenta

De acordo com o registro da ocorrência, a mãe da criança notou que o filho estava tentando beijá-la na boca, o que seria um comportamento incomum, segundo ela. Foi quando ela perguntou ao menino quem havia lhe ensinado isso. O filho respondeu dizendo o nome do suspeito que trabalha na escola.

Além disso, o menino imitou gestos para a mãe dando a entender que seria forçado a tocar o órgão sexual do homem, e que o suspeito faria o mesmo com ele. Ela questionou ao menino o que mais o funcionário do colégio teria feito e ele então reproduziu gestos relacionados à prática de sexo oral.

Na segunda-feira (7) gestores e coordenadores do Colégio Magnum se reuniram para discutir o assunto internamente e se encontraram com a família da vítima para anunciar quais medidas serão tomadas em relação ao caso.

Até o momento, 33 pessoas prestaram depoimentos. O suspeito ainda não foi ouvido pela polícia e não há prazo para a conclusão do inquérito. O BHAZ optou por não divulgar o nome dele enquanto não forem concluídas as investigações.

Nota do Magnum

“Nesta sexta-feira, 4 de outubro, a direção da escola ouviu os relatos dos pais sobre a mudança de comportamento do filho e sobre a conduta de um colaborador. Imediatamente, foram colocadas à disposição da família as assessorias jurídica e psicológica, e o profissional envolvido foi afastado de suas funções para auxiliar na transparência das apurações.

No domingo, todos os gestores e coordenadores de Ensino e Formação da instituição estarão reunidos para estabelecerem medidas de apoio aos familiares e ao corpo discente, em relação ao caso. Também foi agendada uma reunião com os pais da turma do aluno, que será realizada na segunda-feira, 7 de outubro.

A instituição está à disposição dos órgãos competentes e empenhada para que tudo seja esclarecido com urgência e celeridade”.

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