Que faaaaase! Galo perde pra Chape em casa e medo do rebaixamento aumenta

Bruno Cantini/Atlético

A felicidade do atleticano depois da vitória sobre o Santos, no dia 20 de outubro, ainda não deu as caras de novo. Depois de perder para o São Paulo no último domingo (27), a derrota em casa para a Chapecoense, por 2 a 0, nesta quarta-feira (30) só intensificou a má fase do time. A Chape é vice-lanterna do campeonato, acima apenas do Avaí.

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A diferença de seis pontos para o primeiro time na zona de rebaixamento, logo o Cruzeiro, com um jogo a mais, assusta cada vez mais o torcedor do Galo. Se cair para a série B já é um pesadelo, o que dizer cair salvando o principal rival…

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Dos três próximos jogos do Atlético, dois serão contra times que estão no Z4. No próximo sábado (2), o Galo enfrenta o Fortaleza às 17h no Castelão, em Ceará. Depois, no dia 6, enfrenta no Independência o Goiás, 10º colocado no Brasileirão, às 16h. O jogo mais esperado é o terceiro: no domingo, 10 de novembro, o clássico Cruzeiro e Atlético acontece no Mineirão, às 16h.

Sem tempo pra respirar

Nem começou direito o jogo e o Galo já levou susto atrás de susto: nos primeiros cinco minutos de jogo, a Chapecoense já teve duas perigosas chances. Na terceira investida, o goleiro Cleiton não teve chance: Bruno, da Chape, cobrou escanteio no alto e Henrique Almeida cabeceou para o gol, abrindo o placar no Independência.

Escalação controversa

O polêmico Vagner Mancini, técnico do Atlético, resolveu manter Réver como volante na trinca com Nathan e Elias. A decisão já tinha sido criticada pela torcida nos últimos jogos e as reclamações continuaram. Outra crítica que tomou conta das redes sociais foi a escalação de Ricardo Oliveira, de 39 anos, como titular. “Ele não é um a menos pra nós, é um a mais pra Chape”, cornetou um torcedor no Twitter.

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Defesa lenta x Contra-ataque forte

A Chapecoense começou o jogo aproveitando o ataque desorganizado e a defesa lenta do Atlético para apostar em uma postura defensiva e no contra-ataque. Depois do gol, o Galo se mostrou mais nervoso e o Verdão aproveitou a vantagem para se fechar ainda mais na defesa.

Bola no alto

A partir dos 30 minutos, enquanto a Chape continuava fechada no campo de defesa, o Galo aumentou a pressão e até conseguiu avançar. Mas, ansioso, não conseguia concretizar os avanços. Os escanteios cobrados por Otero, que chegaram mais perto do que do céu, sintetizaram a frustração do torcedor: “Enquanto o Otero insistir em fazer gol olímpico vai continuar sempre a mesma coisa, bola fora!!”, desabafou um no Twitter.

Um ‘quase’ pra encerrar o 1T

No terceiro e último minuto de acréscimo, o atleticano quase sorriu: Nathan recebeu a bola na área a chutou direto na trave do goleiro Tiepo. Foi por pouco! O Galo ainda tentou recuperar a bola, mas a Chape já deu início ao contra-ataque.

Novo início frenético… da Chape

O Atlético entrou em campo no segundo tempo com Cazares no lugar de Leonardo Silva, colocando Réver de volta na zaga – para a alegria do torcedor do Galo. Mesmo assim, de novo, pouco depois do apito a Chape agiu e marcou o segundo gol: Everaldo ampliou para o Verdão no quinto minuto do segundo tempo. Pouco depois, Ricardo Oliveira perdeu uma chance de gol ao cabecear por cima do gol livre da Chapecoense e acabou sendo substituído por Franco Di Santo.

A chance do Galo

Depois de muita dúvida, o árbitro consultou o VAR para marcar o pênalti do atacante Dalberto, da Chape, em cima de Guga. Di Santo, que nem tinha encostado na bola depois de entrar no jogo, cobrou a penalidade, mas Tiepo defendeu bem e acabou com a expectativa do atleticano.

Esperança que durou pouco

A esperança voltou a figurar no atleticano pouco depois: Igor Rabello chegou a comemorar seu primeiro gol com a camisa do Atlético, mas… O VAR estragou seu momento. O gol, marcado aos 30 do segundo tempo, foi anulado depois que o árbitro de vídeo identificou falta de ataque do próprio zagueiro, em cima do volante Márcio Araújo, no lance.

O jogo continuou morno até o final e a torcida do Galo foi a única parte animada do jogo. Em casa, no Horto, a massa não parou de incentivar o time, cantando o tempo todo, apesar da decepção com o desempenho dos jogadores e com a atuação do técnico. As críticas à diretoria e ao presidente Sérgio Sette Câmara não ficaram só nas redes sociais e também marcaram presença nos gritos da torcida atleticana.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO 0 x 2 CHAPECOENSE

Local: Arena Independência, Belo Horizonte (MG)
Data: 30 de outubro de 2019, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Diego Pombo Lopez (BA)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA), Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Paulo Cesar Zanovolli (MG)
VAR: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Cartões amarelos: Igor Rabello, Otero e Cazares (Atlético-MG); Roberto, Dalberto e Henrique Almeida (Chapecoense)
Gols: Henrique Almeida, aos 5 do 1ºT (Chapecoense) e Everaldo, aos 4 do 2ºT

ATLÉTICO: Cleiton; Guga, Léo Silva (Cazares), Igor Rabello e Fábio Santos; Réver, Elias (Geuvânio), Luan, Nathan e Otero; Ricardo Oliveira (Di Santo)
Técnico: Vagner Mancini

CHAPECOENSE: Tiepo, Renato (Eduardo), Douglas, Maurício Ramos (Rafael Pereira) e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Roberto e Camilo; Dalberto, Henrique Almeida e Everaldo (Elicarlos)
Técnico: Marquinhos Santos

Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.