Home Notícias Minas Gerais Pitbulls são vítimas de maus-tratos em Sabará e mais de 20 precisam de abrigo; veja como adotar

Pitbulls são vítimas de maus-tratos em Sabará e mais de 20 precisam de abrigo; veja como adotar

Uma força tarefa coordenada pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) realizou uma ação em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, no último dia 16 de outubro para resgatar pitbulls que viviam em situação de maus-tratos em um sítio. Ao todo, 47 animais foram encontrados no local: 29 já foram retirados e esperam agora por um novo lar. Os outros 18 que ainda estão no sítio devem ser resgatados em uma nova etapa da operação.

O dono do sítio, que é um policial civil, firmou termo de compromisso com o MPMG para melhorar as condições dos animais que ainda estão no local. No entanto, a lentidão nas melhorias prometidas tem causado preocupação, assim como a dificuldade para conseguir lares adotivos para os animais resgatados.

ONG’s de proteção animal, clínicas veterinárias e faculdades que fazem parte da força tarefa coordenada pelo Ministério Público estão abrigando temporariamente os animais resgatados, mas Anelisa Ribeiro Cardoso, promotora de justiça que integra a equipe envolvida no caso, lembra que essa solução não é definitiva. “É  necessária a destinação dos que já foram reabilitados para adoção responsável, para que haja espaço para acolher os demais”. Os interessados em adotar devem preencher um formulário. Clique aqui para acessar.

À medida em que esses animais forem encaminhados para adoção responsável, os outros 18 que ainda estão no sítio poderão ser resgatados e passar pelo processo de avaliação veterinária e ressocialização, para, então, serem disponibilizados para adoção. 

Entenda o caso

A primeira ação de resgate dos pitbulls aconteceu no dia 11 de julho organizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Sabará, com o apoio da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e da Central de Apoio Técnico (Ceat) do MPMG. Na ocasião, três cães em estado grave foram encaminhados para o Hospital Veterinário da UFMG.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente e da Corregedoria da Polícia Civil. Foram mobilizados 40 policiais civis e militares, duas promotoras de Justiça, sete médicos veterinários e quatro auxiliares de veterinária. 

Depois dessa primeira ação, o dono do sítio assinou um Termo de Ajustamento de Conduta preliminar, onde se comprometeu a adotar medidas para assegurar o bem-estar dos cães e enviá-los para adotantes qualificados indicados pelo Ministério Público.

A segunda etapa da operação aconteceu quatro dias depois, em 16 de julho, quando membros do Conselho Regional de Medicina Veterinária, acompanhados de ONGs protetoras de animais e policiais, voltaram ao local e resgataram mais 13 cães. Em agosto, mais uma fase da operação resgatou mais alguns animais e constatou que as condições não haviam mudado e os animais ainda estavam ao relento, presos por correntes grossas e sem alimentação. Eles ainda tinham feridas e cicatrizes em várias partes do corpo, estavam em local úmido e com água suja.

No dia 16 de outubro, a equipe foi mobilizada novamente, mas a operação não foi concluída pois não havia ninguém no sítio para permitir o acesso.

Maus-tratos

Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais é crime previsto em lei federal. A pena pode variar de três meses a um ano de prisão e multa, podendo ser aumentada se o crime causar a morte do animal.





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