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Mineirão diz que torcedores mentiram e que apenas o acesso à imprensa foi barrado pela segurança

No clássico entre Atlético e Cruzeiro desse domingo (10), as arquibancadas do Mineirão foram tomadas por uma confusão no momento da saída. A desordem gerou até um episódio racista contra um segurança do estádio (leia aqui). No entanto, existem divergências entre o que afirmam alguns torcedores e a versão da assessoria do estádio.

Desde ontem, alguns torcedores têm denunciado desorganização da segurança do Mineirão e afirmam que a saída de emergência da torcida do Atlético foi bloqueada pelos seguranças. “Um tanto de gente carregando seus filhos, esposas, mães e pais, correram em direção a saída lateral, sendo impedidos de sair dali pelos seguranças”, comentou o torcedor Iran Barbosa no Twitter.

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No entanto, a assessoria do estádio garante ao BHAZ que nenhuma saída de emergência foi bloqueada. Afirmam que a atuação dos seguranças foi para impedir alguns torcedores, mais exaltados, de acessar a área exclusiva para a imprensa.

Whatsapp/Reprodução

Em contato com o BHAZ, o torcedor Iran Barbosa reafirma que houve impedimento na saída e, somente após uma confusão, mulheres e crianças de colo começaram a ser liberadas. Ele acredita que se a organização não for corrigida a tempo, poderá causar uma catástrofe.

Violência e racismo

Além do impedimento na saída, a confusão na arquibancada foi generalizada. Com o tumulto, a polícia teve que atuar com bombas de efeito moral e gás de pimenta. Diversos torcedores acabaram passando mal no momento.

Um dos torcedores do Cruzeiro chegou a arremessar uma garrafa de vidro contra a torcida do Atlético. Segundo alguns dos presentes, nesse momento a confusão se agravou.

Em meio ao caos, dois torcedores atleticanos dirigiram ofensas racistas a um dos seguranças. “Olha sua cor!”, grita um deles enquanto aponta para o segurança negro.

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Para o atleticano e ex-deputado estadual Iran Barbosa, o lamentável episódio racista pode dificultar a apuração da desorganização que levou aos episódios de violência. “Eu sinto profundamente que o ato de dois racistas, seres humanos lamentáveis, esteja impedindo a investigação do fato de que a Minas Arena tinha 100 seguranças a menos que o necessário para o clássico, expondo mulheres e crianças a riscos reais de vida”, afirma.

No entanto, a assessoria do Mineirão nega que a confusão esteja relacionada com o número de seguranças alocados. “Em todos estes confrontos tiveram atuação da segurança privada, cerca de 480 homens, e da Polícia Militar, que trabalham de forma compartilhada para garantir a segurança no Mineirão”, informa.

Nota do Mineirão na íntegra:

No clássico deste domingo, entre Cruzeiro e Atlético, infelizmente, aconteceram diferentes focos de confrontos entre torcedores de forma simultânea e em diferentes pontos do estádio. Em todos estes confrontos tiveram atuação da segurança privada, cerca de 480 homens, e da Polícia Militar, que trabalham de forma compartilhada para garantir a segurança no Mineirão.

Esses confrontos não tiveram relação com o número efetivo de homens que trabalham na partida. O setor de segurança do Mineirão trabalhou de forma incessante antes, durante e após a partida para remanejar os profissionais em serviço.

Importante ressaltar que no posto médico do estádio não houve atendimentos decorrentes de contato físico entre torcedores.

Guilherme Gurgel

Guilherme Gurgel

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco nas editorias de Cidades e Variedades no BHAZ.

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