Home NotíciasEsportesAtleticano chamou segurança do Mineirão de ‘macaco’ e não de palhaço, conclui Polícia Civil

Atleticano chamou segurança do Mineirão de ‘macaco’ e não de palhaço, conclui Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou, nesta sexta-feira (29), informações sobre os dois crimes registrados no último clássico no Mineirão: O dos atleticanos que proferiram ofensas racistas a um segurança e o arremesso de uma suposta garrafa de vidro em direção à torcida do Atlético.

Os dois irmãos atleticanos foram indiciados pela Polícia Civil de Minas Gerais. As autoridades confirmaram que Natan Siqueira Silva, de 28 anos, chamou o funcionário de “macaco”, e não de “palhaço”, como havia afirmado para se defender.

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Natan e seu irmão, Adrierre Siqueira da Silva, de 37, responderão na Justiça pelo crime de injúria racial. O irmão mais velho foi quem cuspiu na vítima e disse “Olha sua cor!”. O crime prevê reclusão de um a quatro anos e multa.

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A PCMG confirmou que foi proferido o termo “macaco” por meio da análise de vídeos. Por nota, Natan havia se defendido e negado o uso da palavra: “Me referi a Fábio Coutinho como ‘palhaço’, em momento algum fiz referência a ele com termos racistas como estão mencionando. Podem confirmar nas imagens. Não sou racista!”.

Garrafa de vidro

Além do caso de injúria racial, a Polícia Civil também divulgou atualizações sobre os torcedores cruzeirenses que foram vistos segurando uma garrafa de vidro no camarote e atirando um objeto em direção à torcida do Atlético.

Um homem de 43 anos e um jovem 23 foram os dois torcedores identificados durante as investigações. O mais velho é quem aparece segurando a garrafa de vodka e o mais novo teria arremessado o objeto. Ainda não foi confirmado se o objeto era uma garrafa ou um balde de gelo.

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A delegada responsável pelos casos, Fabíola Oliveira, explicou sobre as apurações: “As imagens do Minas Arena já foram encaminhadas para perícia, com isso iremos saber qual foi o objeto arremessado a partir do camarote para a torcida adversária. A provocação de tumultos, brigas e confusões em estádios de futebol é considerada como crime dentro do Estatuto do Torcedor. As investigações continuam e é aguardado o resultado do laudo pericial para conclusão do caso”, explicou.

Sofia Leão

Sofia Leão

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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