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Legista da USP desembarca em BH para investigar síndrome misteriosa

Um médico-legista da USP (Universidade de São Paulo) desembarcou em Belo Horizonte para ajudar na investigação da síndrome misteriosa que já acometeu oito pessoas em Minas Gerais. De acordo com a Polícia Civil, o médico, cujo nome ainda não foi divulgado, é especialista em necropsias de mortes por epidemiologia e trabalhará com a equipe responsável pela necropsia do primeiro paciente que morreu após contrair a enfermidade.

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O homem de 55 anos, identificado como Paschoal Demartini Filho, morreu na última terça-feira (7). O corpo dele chegou ao IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte nesta quarta-feira (8), já passou por alguns exames de necropsia e agora aguarda a chegada do legista de São Paulo.

A Polícia Civil informou ainda que está trabalhando para identificar se a morte de Paschoal tem indícios de crime e se as ocorrências da doença misteriosa registradas até agora têm relação entre si. Amostras de bebidas foram encaminhadas para análise no Instituto de Criminalística.

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Ainda no início da semana, o Ministério da Saúde já havia enviado especialistas a Belo Horizonte para trabalhar no caso. A ajuda foi solicitada pela SES-MG (Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais) por conta da falta de informações relacionadas à doença. Em nota técnica publicada nesta quarta-feira (8), o órgão informou ainda que a Funed (Fundação Ezequiel Dias) também está realizando exames laboratoriais para tentar descobrir a origem da doença.

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A nota, feita pela SES-MG para orientar os profissionais da área da saúde sobre como lidar com a situação, define o caso como indivíduo que, a partir de 1 de dezembro de 2019, manifestou sintomas gastrointestinais, como náusea, vômito e/ou dor abdominal associado a insuficiência renal grave de evolução rápida, em até 72 horas, seguida de uma ou mais alterações neurológicas, entre elas paralisia facial, borramento visual e perda parcial ou total da visão.

Até agora, foram notificados nove casos ao todo, com uma morte e um caso descartado por não apresentar sintomas semelhantes aos demais e porque o paciente apresentava histórico de doença renal. Todas as vítimas são homens, com idades entre 23 e 76 anos, internados em hospitais da região metropolitana de BH, com exceção da vítima de Juiz de Fora.

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