Home Notícias Brasil Deputado do PSL diz que assédio ‘massageia o ego’ de mulheres e critica feminismo: ‘Ser homem será crime’

Deputado do PSL diz que assédio ‘massageia o ego’ de mulheres e critica feminismo: ‘Ser homem será crime’

O deputado estadual Jessé Lopes (PSL-SC) foi alvo de inúmeras críticas nas redes sociais após se manifestar contra o feminismo. Em publicações na sua página do Facebook, no sábado (11) e no domingo (12), o parlamentar disse que o movimento “tira o direito da mulher de ser assediada” e que o assédio “massageia o ego”.

Ao se posicionar contra a campanha “Não é Não”, lançada para combater o assédio sexual no Carnaval, o deputado comparou o crime a meras “cantadas e paqueras” e escreveu: “Não sejamos hipócritas! Quem, seja homem ou mulher, não gosta de ser ‘assediado(a)’? Massageia o ego, mesmo que não se tenha interesse na pessoa que tomou a atitude”.

Na mesma postagem, ele insinua que o movimento feminista quer “tirar o direito da mulher de ser ‘assediada'” e que essas iniciativas partem de mulheres que sentem invejas por não serem abordadas na rua. Para ele, as feministas “lutam contra a família patriarcal, tentam ganhar a opinião pública ‘defendendo’ as mulheres do estupro, do feminicídio e do assédio dos ‘machos escrotos'”.

“Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas TIRAR direitos. Como, por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser “assediada” (ser paquerada, procurada, elogiada…). Parece até inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil”, escreveu o deputado.

As publicações do parlamentar sofreram represália e foram compartilhadas em grupos feministas, gerando revolta. Os comentários expressam, em sua maioria, a indignação dos usuários. “Você NUNCA vai saber como é o assédio que você porcamente tentou descrever. Existem muito mais coisas entre a sua descrição de assédio que ‘massageia o ego’ e a agressão propriamente dita”, escreveu uma mulher que se posicionou contra as atitudes do deputado.

Em resposta à publicação do portal de notícias NSC – Notícias de Santa Catarina, Jessé Lopes publicou uma nota (leia na íntegra abaixo) afirmando que o tom das postagens foi mal interpretado e reafirmando que o feminismo é um movimento segregador.

“O feminismo, ao contrário do que muitos pensam, só tirou direitos das mulheres: deixou-as menos cuidadosas com a aparência e imbecilizou o comportamento. Ou seja, legalmente estão menos favorecidas, pois hoje, se uma mulher é deixada pelo marido, esse não tem mais a obrigação de honrar o compromisso assumido inicialmente com ela”, escreveu o deputado.

Nota do deputado

“O que se vê do movimento feminista na teoria é que mulheres querem os mesmos “direitos” dos homens. Mas em que são baseados os argumentos que, supostamente, os Homens teriam mais direitos? Certamente, nas capacidades hormonais, físicas e psíquicas do ser humano. Logo, isso não se enquadraria em “direitos”, mas em equivalências humanas. Dito isso, pode-se constatar então, que o movimento feminista luta por mais privilégios e não direitos. O feminismo, ao contrário do que muitos pensam, só tirou direitos das mulheres: deixou-as menos cuidadosas com a aparência e imbecilizou o comportamento. Ou seja, legalmente estão menos favorecidas, pois hoje, se uma mulher é deixada pelo marido, esse não tem mais a obrigação de honrar o compromisso assumido inicialmente com ela.
Por isso sou contra o Feminismo e qualquer outro tipo de movimento segregador.

Quando, de forma oportunista, usam a palavra “assédio” empregada no texto para expressar minha atitude, ou sob alegação disso ser direito da mulher, tenta-se apenas criar uma narrativa. A palavra “assédio” em aspas, não tem essa intenção nem proporção. Mas, o intuito de falar sobre ser cantada ou paquerada, nada mais que isso. Para essa turma, validade só tem a narrativa fria de que eu sou apologeta do assédio.

Como já disse em post anterior, querem a revolução dessas minorias para se beneficiaram delas. A luta de classes, seja ela qual for, só tem um objetivo; segregar. Eu repudio esse tipo de movimento. Não compactuo com essa bobagem dialética negativa destrutiva, com relativismo e reducionísmo, cujo intuito é o aparthieid humano. Querem privilégios? Trabalhem como toda mulher comum para ter suas oportunidades. Reitero aqui meu compromisso com todas as mulheres e homens de bem.”

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