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Atenção! Tereza Cristina e Tito Fulgêncio continuam interditadas mesmo sem chuva para retirada de entulhos

Os moradores de BH, Contagem e região devem evitar as avenidas Tereza Cristina e Tito Fulgêncio na noite deste domingo (19), mesmo com o fim das chuvas. As vias em direção a Contagem estão interditadas para retirada de lixos e entulhos – e a previsão é que não sejam liberadas antes da 0h.

“Um barranco cedeu aqui no Jardim Industrial, em Contagem, e uma casa corre o risco de cair, será interditada. Estamos retirando entulhos, lixos e até móveis levados de residências, como sofá”, afirma ao BHAZ o capitão José Ocimar de Andrade, da Defesa Civil Estadual, que foi acionada para apoiar os órgãos municipais.

Portanto, a Defesa Civil pede para que as vias sejam evitadas. Uma fila de carros já se formou no sentido Contagem, mesmo com o horário de baixo fluxo de veículo.

Chuva devasta Grande BH

A chuva devastou parte da cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, na tarde deste domingo (19), além de outros pontos da Grande BH. Em pouco mais de uma hora de tempestade um shopping foi alagado, a estação de metrô foi tomada pela água e avenidas viraram rios.

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Além de carros arrastados e casas inundadas, a chuva varreu também a Feirinha de Contagem, também conhecida como Feirinha do bairro Amazonas. Produtos, objetos e até pessoas foram arrastadas pela forte correnteza.

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O estrago foi tão grande na cidade que a Defesa Civil do Estado de Minas Gerais foi acionada para ajudar no atendimento à população atingida.

Segundo o Corpo de Bombeiros, houve 67 solicitações de socorro nos bairros Amazonas, Industrial, Vila São Paulo, Santa Margarida e Céu Azul. A maioria das chamadas eram de pessoas alagadas ou ilhadas. Não houve registro de mortes.

Chuva de meses em poucas horas

Em aproximadamente 2h de tempestade, duas regiões de BH – Barreiro e Oeste – receberam cerca de um terço da quantidade de chuva esperada para todo o mês de janeiro (329,1 mm).

Entre 14h10 e 16h30 deste domingo, a região do Barreiro registrou 98,8 mm de chuva. Já a região Oeste foi a com a maior quantidade, alcançado 102,4 mm.

Para se ter ideia da quantidade de água, as duas regionais receberam, em poucas horas, mais chuva do que chove normalmente em quatro meses somados. De maio a agosto, a média histórica de chuva na capital é, somada, de 60,5 mm.

Acumulado de chuva (mm) neste domingo, por regional, segundo Defesa Civil de BH:

  • Barreiro – 98,8
  • Centro Sul – 52,0
  • Leste – 48,0
  • Nordeste – 11,6
  • Noroeste – 34,0
  • Norte – 1,0
  • Oeste – 102,4
  • Pampulha – 6,2
  • Venda Nova – 55,8

Média climatológica de janeiro: 329,1 mm

Até às 16h30 de hoje, oito regionais da capital já receberam uma quantidade de chuva maior do que o esperado para o mês todo de janeiro. Apenas a região Norte ainda não alcançou a média mensal.

Acumulado de chuva (mm) até este domingo (19), por regional, segundo Defesa Civil de BH:

  • Barreiro – 445,6 (135%)
  • Centro Sul – 517,4 (157%)
  • Leste – 358,4 (109%)
  • Nordeste – 357,6 (109%)
  • Noroeste – 477,0 (145%)
  • Norte – 266,0 (81%)
  • Oeste – 505,4 (154%)
  • Pampulha – 421,6 (128%)
  • Venda Nova – 335,2 (102%)

Média climatológica de janeiro: 29,1 mm

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