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Bruno assina contrato com time amador de Varginha e divide opiniões

Condenado pela morte de Eliza Samudio, o goleiro Bruno Fernandes desistiu, pelo menos por enquanto, do futebol profissional e assinou contrato com um time amador de Varginha, no Sul de Minas. A Associação Registanea Esporte Clube, time que disputa campeonatos amadores, relata ter procurado o atleta e fechado contrato para 2020. Nas redes sociais, as pessoas se dividem entre apoio e oposição.

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“Realmente ele já assinou [contrato] e vai disputar o amador com a gente. Fomos atrás dele e conversamos para ver se era cabível a ele, e chegamos a um acordo. Ele não vai precisar pedir para Justiça [para poder atuar], pois ele está em liberdade pra ficar em Varginha”, disse Rafael Lecca, presidente do clube, ao Globo Esporte.

Quando perguntado sobre o acordo financeiro feito com Bruno, o presidente do clube preferiu não comentar. O time faz seu primeiro jogo no dia 3 de março.

Opiniões divididas

Nas redes sociais, o time postou fotos do goleiro junto com a equipe e fez a apresentação oficial do atleta, nesta quarta-feira (5). Os comentários estão divididos entre críticas negativas e elogios ao ex-goleiro do Flamengo.

“Boa sorte ao clube, e espero que tenham paciência e perseverança para suportar no que se refere aos gritos nas arquibancadas de agora em diante”, escreveu um torcedor.

Status de ídolo

A mãe da modelo Eliza Samúdio, Sônia Samúdio, conversou com o BHAZ justamente sobre esse assunto em outubro deste ano, quando Bruno estava prestes a atuar pelo Poços de Caldas, time de futebol do Sul de Minas. A mãe da mulher assassinada brutalmente reforçou que não é contra a ressocialização, mas sim o fato de um condenado por homicídio e ocultação de cadáver tornar-se exemplo de crianças.

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“Algumas pessoas o defendem na internet: ‘ele já pagou pelo erro’. Erro? Ele cometeu um assassinato e isso não pode ser banalizado. Não acredito no arrependimento dele. Ele nunca se mostrou arrependido. Basta ver a forma como toca a vida. Minha filha, eu não sei onde está o corpo. A Justiça deveria buscar isso dele”, afirmou Sônia ao BHAZ.

“Ele parece estar feliz com a vida que tem. Eu perdi uma filha e meu neto, a mãe. Acho que ele deveria trabalhar sim, mas numa outra profissão, onde não trabalhe com pessoas. O cenário, hoje, o transforma em ídolo, não em um reeducando condenado por crime hediondo. Me apavora a possibilidade dele ser o ídolo de uma criança, por exemplo”, complementou.

Confira a entrevista completa e a visão de especialistas sobre ressocialização aqui.

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