Home NotíciasEsportesSecretário usa o Cruzeiro para ilustrar a situação em que encontrou Minas: ‘Um desastre’

Secretário usa o Cruzeiro para ilustrar a situação em que encontrou Minas: ‘Um desastre’

O secretário de Gestão e Planejamento do Governo Zema, Otto Levy, disse em entrevista na manhã desta quarta-feira (5) que a situação do Estado deixada pela gestão de Fernando Pimentel (PT) se compara com a mesma da administração do Cruzeiro. “Um desastre”, classificou Otto.

A fala foi concedida durante entrevista à rádio Itatiaia. O secretário usou a comparação para justificar o trabalho feito pela a atual gestão. “O Estado que nós recebemos do governo anterior eu comparo, para que as pessoas consigam entender melhor, à situação do Cruzeiro. Era um desastre. Não existia administração”, disse em entrevista.

Na sequência, Otto ainda reiterou a afirmação. “Eu fiz uma comparação com a situação que a administração anterior deixou o Estado com a situação que a administração anterior também deixou o Cruzeiro. Mas tenho certeza que a atual gestão do Cruzeiro vai fazer para o clube o mesmo que estamos fazendo para o Estado: ou seja, tirar o clube da crise”, afirmou.

Nióbio

Ainda em entrevista, o secretário disse que o Estado deve realizar a operação do crédito do nióbio no mês de março. Com isso, a expectativa é de que, em abril, o 13º salário de todos os servidores seja quitado. O secretário ainda deu uma previsão para o fim do parcelamento dos salários.

“Em março, vamos realizar a operação na Bolsa. Estou confiante que vai ser um sucesso. Com isso, a partir de abril, por um prazo de seis meses, vamos terminar com o parcelamento do salário dos servidores”, disse.

Conflito

A operação referida pelo governador foi aprovada, via projeto de lei, pela ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais). A proposta permite ao governo antecipar os créditos do nióbio negociados pela Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais). Com a movimentação financeira, o governo pretende arrecadar cerca de R$ 5 bilhões.

A proposta foi questionada pelo Ministério Público de Contas (MPC), ao alegar que a operação pode causar danos aos cofres públicos. Em posicionamento, Romeu Zema (Novo) criticou a ação das procuradoras responsáveis pelo questionamento alegando que o Estado foi atrapalhado.

“Infelizmente, fomos atrapalhados por duas promotoras do MPC que tiveram o momento certo de questionar a operação na ALMG e não fizeram. Fizeram enquanto estávamos negociando com os bancos e com a Bolsa de Valores. Essa intromissão indevida causou perturbação no processo e esse atraso. Infelizmente, nem todos em Minas estão trabalhando juntos para o bem do Estado”, disse o governador na época.

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Em resposta, a procuradora do MPC Maria Cecília Borges afirmou que a “incompetência e ineficiência” do governo de Romeu Zema (Novo) prejudicaram a operação de venda dos créditos do nióbio que garantiriam o pagamento integral do 13º dos servidores e o fim temporário do parcelamento dos salários.

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Rafael D'Oliveira

Rafael.doliveira@bhaz.com.br

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