Home NotíciasBrasilArgentino morre após se afogar em praia brasileira: ‘Entrar no mar com o nascer do sol tornou-se fatal’

Argentino morre após se afogar em praia brasileira: ‘Entrar no mar com o nascer do sol tornou-se fatal’

Um jornalista argentino morreu após se afogar na praia de Canavieiras, em Florianópolis (SC), onde estava passando as férias. Marcelo Pagliaccio, de 32 anos, trabalhava no jornal Olé e estava voltando de uma festa com amigos quando resolveu entrar no mar na manhã da quarta-feira (5).

Segundo o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, testemunhas contaram que a vítima havia ingerido álcool e usado drogas na festa. No caminho de volta para a pousada em que estava hospedado, Marcelo e os amigos resolveram entrar na água.

Dentro do mar, o jornalista teve um mal súbito e foi retirado da água pelos amigos. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 6h30 e a vítima foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Norte ainda com vida. Lá, o jornalista sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.

No horário do acidente, os guarda-vidas da praia de Canavieiras ainda não estavam na praia. O horário de atendimento dos postos salva-vidas é das 7h30 às 19h30.

‘O querido Paglia’

Marcelo Pagliaccio era redator no jornal esportivo argentino Olé. Na noite de quarta-feira, o periódico publicou uma nota lamentando a morte do jornalista. “Paglia, como todos o chamávamos, era isso: um ótimo garoto. Olé está de luto. Porque a morte de Marcelo Pagliaccio é uma merda. Porque não queremos escrever mais sobre colegas que deveriam estar conosco e não estão”, diz um trecho do comunicado (leia na íntegra abaixo).

A edição desta quinta-feira (6) do Olé incluiu uma homenagem ao “Querido Paglia” e o jornal publicou no Twitter uma mensagem de luto: “Nos toca despedir de um companheiro. Um amigo. Com uma intensa dor queremos abraçar os familiares, os amigos e entes queridos de Marcelo, que trabalhava no Olé há uma década. Vamos sentir sua falta”.

Nota do Olé

“Dor e mais dor. Porque era um ótimo garoto. Porque tinha muito a viver. Porque Paglia, como todos o chamávamos, era isso: um ótimo garoto. Olé está de luto. Porque a morte de Marcelo Pagliaccio é uma merda. Porque não queremos escrever mais sobre colegas que deveriam estar conosco e que não estão. Porque ele tinha 32 anos. Porque desde que ele chegou dez anos atrás e se juntou ao movimento digital que acabou de começar em Olé, ele cresceu como jornalista com todos. Porque aquele fã do futebol italiano e da Fiorentina em particular, era um artilheiro poderoso e usava ironia.

Entre as discussões sobre como resolver um problema ou outro, de repente vem a ligação que ninguém está preparado para receber. E coloca-se no peitoral da negação, acreditando que não está confirmado, que não é ele, que não lhe aconteceu, que não pode ser. E a dor volta. O mesmo que sentimos quando o Topo López morreu quando ele estava cobrindo a Copa do Mundo de 2014. A desolação, o abraço entre todos e as lágrimas tentando aceitar que Paglia não estará mais conosco para aqueles companheiros entre computadores, aqueles passeios com amigos o que foi feito em Olé, aquelas conversas sobre qualquer assunto, aquelas fugas para o La Bombonera.

Como entender ou aceitar que esse sonho acontece com você em suas férias de sonho em Florianópolis? Ver o nascer do sol e entrar no mar com o nascer do sol tornaram-se o plano fatal. Os dados médicos confirmarão se ele desapareceu, se teve um problema cardíaco e depois se afogou, mas o que importa? As manhãs de Olé não terão mais humor nem raiva, risadas e raiva, predisposição constante. Porque aquele garoto que geralmente vinha muito cedo de Derqui para a Constituição para trabalhar todos os dias nos deixava muito mais cedo do que deveria. A dor nos impede de escrever muito mais, porque lamentamos e queremos apenas chorar.”

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