Home NotíciasBHSobe para 55 o número de lotes de cervejas da Backer contaminados

Sobe para 55 o número de lotes de cervejas da Backer contaminados

lotes cervejas backer

Subiu para 55 o número de lotes de cervejas da Backer identificados com a presença das substâncias tóxicas etilenoglicol e dietilenoglicol. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) emitiu um novo comunicado nesta terça-feira (18) em que também informa que 12 diferentes rótulos da cervejaria estão contaminados.

De acordo com o órgão, os lotes contaminados foram produzidos entre julho de 2019 e janeiro de 2020. As amostras identificaram as substâncias tóxicas nos seguintes rótulos:

  • Belorizontina
  • Backer Pilsen
  • Backer Trigo
  • Brown
  • Backer D2
  • Capixaba
  • Capitão Senra
  • Corleone
  • Fargo 46
  • Layback D2
  • Pele Vermelha
  • Três Lobos Pilsen

Segundo o Mapa, até o momento, 221 amostras de cervejas da Backer foram analisadas e os contaminantes foram localizados em 55. “Cabe ressaltar que ambos contaminantes são tóxicos e não podem estar presentes na composição da cerveja”, diz o órgão.

Além disso, o ministério realizou testes em 94 amostras de outras cervejarias, matérias-primas e insumos, para detectar a presença de etilenoglicol e dietilenoglicol. Nada foi encontrado.

A Backer está fechada desde o início das investigações e teve de recolher seus produtos do mercado, por ordem do Mapa. “A empresa permanece fechada cautelarmente até que comprove que promoveu as alterações necessárias em seu processo produtivo e equipamentos, para garantir a segurança dos produtos elaborados”, diz o ministério.

Casos em 2018

A Polícia Civil estendeu as investigações sobre o possível elo entre registros de intoxicação por dietilenoglicol em Belo Horizonte e o consumo de cervejas da Backer. Há pessoas, segundo a corporação, que foram internadas em 2018 com os mesmos sintomas causados pela substância tóxica e também consumiram a bebida da marca mineira.

“São vítimas em debilidade pequena e outras também em condições graves. A coincidência entre os casos é o consumo de cerveja”, explicou o delegado responsável pelo caso, Flávio Grossi.

A polícia trabalha, portanto, com a possibilidade de que graves falhas na produção de cervejas da Backer tenham ocorrido não apenas no fim do ano passado, mas desde 2018.

Até o momento, segundo a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), seis pessoas morreram com a suspeita de intoxicação exógena por dietilenoglicol. Outras 25 pessoas apresentaram “sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição”.

Comentários