Bolsonaro baixa o tom e se diz preocupado com empregos: ‘Efeito não pode ser pior que a doença’

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O presidente baixou o tom em pronunciamento (You Tube/Reprodução)

Em discurso transmitido em rede nacional na noite desta terça-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), baixou o tom, não falou sobre isolamento social e disse que está preocupado com a vida e com preservação dos empregos. O mandatário também destacou as medidas econômicas contra o coronavírus.

Bolsonaro disse também que determinou ao Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que não poupasse esforços, aumentando a capacidade de todo o sistema de saúde do país e disponibilizando novos leitos com respiradores.


Jair Bolsonaro disse ainda que é uma doença sem vacina e medicamento cientificamente comprovado contra o coronavírus, apesar do avanço nos estudos.

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Sobre as medidas econômicas, o mandatário destacou a ajuda financeira aos Estados e municípios e também o auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais. Ele ainda falou da suspensão por dois meses, do aumento dos medicamentos.

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Contrariando o que falou na manhã desta terça-feira, o presidente desta vez não distorceu a fala do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. E só citou o diretor para dizer que “todo indivíduo importa, mas devemos preservar vidas e empregos’, complementou o mandatário.

O presidente reforçou a preocupação com o desemprego que cresce entre o mais pobres e que ‘o efeito colateral não pode ser pior que a doença’, conclui.

Por fim, agradeceu aos trabalhadores da saúde, do campo e todos aqueles que prestam serviços essenciais e não deixam o Brasil parar.

Panelaço

Durante o pronunciamento, o presidente voltou a ser alvo de panelaço em cidades brasileiras.

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Em diversas localidades, o protesto começou pouco antes do pronunciamento dele, que foi exibido a partir das 20h30.

Marcela Gonzaga
Marcela Gonzagamarcela.gonzaga@bhaz.com.br

Editora do BHAZ desde fevereiro de 2020. Jornalista graduada pela Newton Paiva. Trabalhou como produtora de TV e chefe de produção durante 14 anos, com passagens pela RecordTV, Rede Minas, RedeTV!, TV TRT-MG e TV TJMG.