Home NotíciasCoronavírusZema sai em defesa de Bolsonaro ao citar ‘movimento exacerbado’: ‘Totalitarismo contra o presidente’

Zema sai em defesa de Bolsonaro ao citar ‘movimento exacerbado’: ‘Totalitarismo contra o presidente’

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), saiu em defesa do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), no início da tarde desta segunda-feira (20) durante entrevista à Globo Minas. O mineiro afirmou que “está havendo um movimento exacerbado” contra o mandatário, que participou de protesto incitando a intervenção militar ontem e recebeu fortes críticas de todos os setores e esferas.

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“É um direito dele ter a opinião, mas pode ser que eu não concorde. Eu não tenho feito isso aqui em Minas Gerais [incentivar e participar de manifestações]. É um direito dele se manifestar, estamos na democracia, a riqueza da democracia é a diferença de opiniões. Parece que tem pessoas que estão adotando um totalitarismo contra o presidente, aí eu não concordo também”, afirmou, ao ser questionado pela apresentadora Aline Aguiar.

“Sou totalmente contrário a qualquer regime autoritário ditatorial, tem que ficar muito claro, sou um democrata nato. Dentro da democracia, existe liberdade de expressão. Temos movimentos pró aborto, pró pena de morte… Posso não concordar, mas respeito qualquer manifestação”, complementou.

Após o apoio de Bolsonaro à manifestação que era justamente contrária à democracia, ontem, foi publicada uma carta em repúdio ao mandatário com a assinatura de 20 governadores. Zema foi um dos poucos gestores que decidiu não assinar (leia mais aqui). O governador mineiro classificou o movimento como “exacerbado”.

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“Outro dia até brinquei: se o presidente arrotar, vai virar motivo para alguém se manifestar. Nós temos que focar no nosso trabalho, isso que é importante. Está havendo um movimento exacerbado, desnecessário com relação a algumas falas, algumas questões do presidente”, alegou.

‘Palanque’ e bom relacionamento

A atitude de Bolsonaro, ao apoiar uma manifestação a favor da intervenção militar e o fim da democracia, foi considerada grave por representantes do judiciário, executivo e parlamento brasileiros, além de estudiosos e cientistas políticos. Zema, por sua vez, interpretou como uma tema que não diz respeito a Minas.

“Na minha opinião, um governador deve se ater às questões do seu Estado. O que eu tenho dito sempre é o seguinte: eu já tenho tantos incêndios a apagar aqui em Minas Gerais, tenho uma crise financeira descomunal pra pagar… entrar em assunto que não diz respeito ao nosso Estado, na articulação presidente-Congresso-Senado, não é mérito meu. Eles são adultos e com certeza vão dialogar e se acertar. Parece que tem muita gente usando isso para palanque, o que não é meu caso”, disse.

Ao ser questionado se era uma estratégia para conseguir apoio do governo federal a fim de enfrentar a crise financeira pela qual passa Minas, Zema desconversou. “De forma alguma. Se eu estivesse seguindo totalmente o presidente, talvez não estaríamos aqui com isolamento social. O que faço questão é de não entrar em assuntos que não dizem respeito a mim”, respondeu à apresentadora Aline Aguiar.

Por fim, o governador do Novo disse que Bolsonaro acerta em algumas políticas, sem especificar quais, e que tem um bom relacionamento com prefeitos mineiros. “O presidente pode estar errando em algumas coisas, mas está acertando em outras. Eu aqui a mesma coisa e tenho certeza que todos os governadores também. Tenho certeza que se o presidente visitasse todos os Estados, tenho certeza que iria encontrar questões que ele discordaria”.

“Aqui em Minas vejo um clima saudável. Não tenho relacionamento ruim com prefeitos, temos prefeitos de todos os partidos. Por quê? Porque eles estão focados em administrar a cidade deles e não em atacar o governador”, afirmou.

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