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Projeto reúne alimentos, prepara refeições e distribui marmitas por BH; saiba como ajudar

bora pra rua

Um projeto que começou na cozinha de casa e agora já conta com mais de 60 voluntários vem distribuindo, desde o início do ano, marmitas para comunidades carentes em Belo Horizonte. Apesar do nome parecer controverso durante a pandemia de Covid-19, o “Bora Pra Rua” toma todos os cuidados necessários para continuar realizando as boas ações nos tempos atuais.

A distribuição das marmitas pelos voluntários, que chega à 9ª edição na quinta-feira (7), costuma ser feita de 15 em 15 dias. O empresário Rafael Naves, idealizador do projeto social, conta que a ideia começou entre a família, mas já atingiu muita gente disposta a ajudar.

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“No início, era tudo feito em casa. A gente preparava cerca de 20 a 25 marmitas e saía pelas ruas para distribuir. Depois que eu postei em alguns grupos, apareceu mais gente querendo cozinhar, ajudar de várias formas”, explica ao BHAZ.

Agora que o projeto se estendeu, as marmitas são produzidas em várias cozinhas de voluntários por toda a cidade. Para a próxima entrega, planejada para a quinta-feira, a organização prevê cerca de 500 a 600 marmitas a serem distribuídas pela capital mineira.

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Os voluntários do projeto costumam começar a distribuição pelo Centro e vão se deslocando por diferentes regiões da cidade, observando quais comunidades, abrigos e famílias ainda estão sem comida e entregando as marmitas.

Cuidados

Em tempos de distanciamento social, o “Bora Pra Rua” estabeleceu medidas especiais de contato, higienização e produção para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Os alimentos, que são comprados 24h antes da preparação e de serem entregues para as cozinhas, são devidamente higienizados e os equipamentos necessários são utilizados pelos voluntários.

No momento das entregas, todos eles usam luvas e máscaras, respeitando as orientações de saúde no combate à Covid-19. Além disso, os grupos saem em carros separados para entregar as marmitas em locais diferentes, evitando aglomerações na hora da distribuição.

Em relação ao nome do projeto, o idealizador entende que pode parecer um convite contrário às recomendações de isolamento social, mas prefere manter como está. “Respeitamos as orientações, o nome não é nenhuma apologia à quebra do isolamento. Vamos deixar assim, porque a pandemia vai embora, mas o projeto não”, garante Rafael.

Como ajudar

A colaboração com o Bora Pra Rua pode ser feita de várias formas. Quem quiser ajudar pode disponibilizar uma cozinha para a preparação das marmitas, doar dinheiro, alimentos, ou se disponibilizar para ser um voluntário na hora da entrega das marmitas.

“Também recebemos ajuda de alguns chefs de BH. O chef Massimo Battaglini, que está fazendo 2 mil marmitas por semana em um projeto social, doou 100 marmitas para a gente. O Marcelo, do restaurante Victoria Martinelli, doou carne. Toda ajuda é bem-vinda!”, finaliza o organizador.

Para ajudar, é só entrar em contato com a página oficial do projeto no Instagram: @projetoboraprarua

Sofia Leão

Sofia Leão

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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