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Covid-19: MG só tem 5% dos leitos de UTI ocupados pela doença, mas admite não atender todos durante pico

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Minas Gerais vive dois cenários antagônicos na luta contra a Covid-19: hoje tem apenas 5% dos leitos de UTI no sistema público de saúde ocupados por pacientes com suspeita de coronavírus; mas, ao mesmo tempo, admite que não terá vagas disponíveis para atender os enfermos em um pico de casos da doença que assola o mundo. O cenário foi revelado nesta quarta-feira (6) pelo secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral.

“Sabemos que é impossível fazer isso [ter leito disponível para todos]. Temos hoje 21 milhões de pessoas no Estado, cada pessoa tem seu risco e está envolvida em uma situação. O que temos hoje são as projeções e que elas estão se mostrando confiáveis e nesse sentido, se mantivermos o distanciamento que está sendo feito, sem grandes variações, nós tendemos a um acoplamento dos leitos à realidade da doença no Estado”, disse.

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Atualmente, Minas possui 51% dos leitos ocupados, mas, desse total, apenas 5% ocupados por pacientes com coronavírus já confirmado ou com a suspeita da doença. O titular da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) informou, também, que o governo realiza uma revisão de todos os leitos disponíveis no Estado.

“Estamos fazendo um novo levantamento para ter uma visão mais precisa dos leitos no Estado. Estamos acabando esse processo para trazer a informação mais clara”, afirmou Carlos Eduardo Amaral.

Casos confirmados e pico

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De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela SES-MG (Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais) nesta quarta-feira, até o momento, são 2.605 casos e 97 óbitos confirmados – além de outros 91 mil casos suspeitos.

No início da semana, o subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas Gerais, Dario Brock Ramalho, afirmou que os casos de Covid-19 em Minas Gerais, durante o pico da epidemia, previsto para o dia 6 de junho, chegaria a 3 mil contaminações e 200 mortes.

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Sobre os dados, Eduardo Amaral falou sobre a importância de entender o que é o pico da Covid-19. “Todo o trabalho que tem sido feito é para que não tenhamos o pico ou o menor pico possível. Toda semana acompanhamos como estão as projeções e os dados dos municípios e por isso criamos o programa ‘Minas Consciente’ para estudar as formas de flexibilização”, justificou.

Relaxamento do isolamento

“Tivemos uma pequena queda no isolamento, em relação ao dia 22 de março. Temos um aplicativo que monitora um grupo de 3 milhões de pessoas e observamos essa pequena queda. Estamos pedindo a Prodemge e as operadoras de telefonia, uma sofisticação nesse monitoramento, para conseguirmos dados em tempo real”, contou o secretário.

Sobre a flexibilização, o secretário enfatizou o programa ‘Minas Consciente’ que estipula protocolos para afrouxamento das medidas de isolamento do comércio das cidades mineiras. “Estudamos como deve ser o isolamento e a reabertura. É importante entender que estamos no meio do caminho, isso é uma maratona e não é uma corrida de 100 metros”, exemplificou.

Marcela Gonzaga

Marcela Gonzaga

Editora do BHAZ desde fevereiro de 2020. Jornalista graduada pela Newton Paiva. Trabalhou como produtora de TV e chefe de produção durante 14 anos, com passagens pela RecordTV, Rede Minas, RedeTV!, TV TRT-MG e TV TJMG.

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