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Pesquisadores da UFMG detectam o novo coronavírus em 17 de 30 espaços públicos de BH

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Uma equipe de virologistas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) detectou a presença do novo coronavírus em 17 de 30 espaços públicos de Belo Horizonte. A análise dos locais foi parte de um estudo dos pesquisadores, que encontraram o genoma do vírus em diversos pontos, como bancos de praça, corrimãos de terminais e pontos de ônibus.

A iniciativa, inédita na capital mineira, realizou testes em pontos estratégicos e o resultado serviu para orientar a desinfecção das ruas, feita pela PBH (Prefeitura de Belo Horizonte). A pesquisa foi realizada nas áreas que registraram mais notificações da Covid-19 – com foco para a região Centro-Sul da cidade, em função da grande incidência.

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Um dos locais escolhidos para a pesquisa foi a área hospitalar: na avenida Alfredo Balena, na Alameda Ezequiel Dias e em alguns hospitais da região. “Coletamos amostras em frente aos hospitais, no piso – nunca dentro deles – e nos pontos de ônibus e imediações”, explica o professor Jônatas Abrahão, do Departamento de Microbiologia da UFMG e pesquisador do Laboratório de Vírus.

Alerta

Apesar de a área de concentração do estudo ser muito específica – apenas uma das nove regiões da capital – um mapa disponibilizado pela PBH mostra que há casos em todas as regiões e o estudo da UFMG comprova a necessidade de redobrar o cuidado nas ruas.

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Foram testados quatro terminais do Move, no hipercentro de BH, além de bancos e mesas de concreto de três praças – a praça Duque de Caxias, a Diogo de Vasconcelos e uma pequena praça de alimentação na rua Pernambuco. Em todos estes pontos, o vírus foi detectado e nada impede que ele se espalhe também pelas estruturas semelhantes nas demais regiões.

Procedimentos e resultados

Ao todo, foram coletadas 101 amostras em 30 espaços diferentes. Elas foram colocadas em uma solução de transporte capaz de inativar o vírus sem eliminar seu material genético. A existência ou não desse genoma é o aspecto que o grupo deveria averiguar na fase seguinte, no laboratório.

“O resultado indica que o vírus está presente no ambiente da cidade, contaminando diversas superfícies. Detectamos o RNA, o genoma do vírus, não o vírus infeccioso, mas isso é um fortíssimo indício de que ele pode infectar as pessoas que eventualmente tenham contato com esses ambientes, ao levarem as mãos ao rosto sem a prévia higienização”, alerta Jônatas.

Parceria

Assim que os resultados foram comprovados, a equipe procurou a PBH para indicar a necessidade comprovada de desinfecção dos locais. Segundo Abrahão, existe por parte do grupo de pesquisadores o interesse em ampliar a análise, com possibilidade de orientações semanais para a prefeitura sobre os ambientes que devem ser higienizados.

“Fazemos parte do chamado grande laboratório UFMG, que vem auxiliando a Secretaria de Estado de Saúde nos diagnósticos da Covid-19. Se for de interesse de todos, queremos, sim, expandir as análises”, pontua o professor.

Giovanna Fávero

Giovanna Fávero

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.

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