Home NotíciasCoronavírusCom 100 mil casos suspeitos, Minas descarta fazer testagem em massa para não acabar com testes

Com 100 mil casos suspeitos, Minas descarta fazer testagem em massa para não acabar com testes

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O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo, disse nesta segunda-feira (11) que os testes de Covid-19 ainda não serão amplamente realizados na população do Estado neste momento. Carlos afirmou, em entrevista coletiva na Cidade Administrativa, que a estratégia visa não esgotar a quantidade de testes em Minas.

Minas Gerais tem, até o momento, 3,3 mil casos confirmados do novo coronavírus. São 121 mortes confirmadas e 132 em investigação. O número alarmante é que o Estado tem ainda 100,4 mil casos suspeitos.

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Segundo o site Coronavírus-MG, que acompanha os dados sobre a doença em Minas, o Estado está entre os piores do Brasil na testagem da população. De acordo com levantamento do portal, das 100 mil notificações de Covid-19 em terras mineiras, só 10% foram testadas.

Segundo o secretário, ainda não é o momento de iniciar a testagem em massa da população. “O momento pela escolha dos testes em massa tem que ser muito precisa. Essa é a discussão que deveria ser tratada no Estado: ‘Qual o momento adequado para começar uma testagem maior da sociedade’”, questionou.

“Entendemos que devemos aguardar um pouco mais, pois em algum momento esses testes vão acabar. É importante entendermos isso e consolidar esse conhecimento. Nossa ideia é fazer testes na população, mas esse momento ainda vai chegar e não é no dia de hoje”, complementou Carlos.  

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Percentual

De acordo com o secretário, os testes já realizados em Minas indicam 4,5% do total tem como resultado positivo e que, caso esse número fosse ampliado para o número de casos suspeitos, o resultado cotinuaria sendo algo em torno dessa porcentagem.

Ainda de acordo com o secretário, o Estado tem acompanhado a evolução da epidemia e entende que a situação ainda está controlada. “Minas ainda tem epidemia relativamente controlada, assim como a sobrecarga do sistema de saúde”, disse.

“Temos que lembrar que o mundo inteiro está procurando esses testes, até o Ministério da Saúde está com problemas para conseguir esses testes e Estados com maiores problemas estão tento um priorização”, acrescentou.

Conscientização

O secretário ressaltou ainda que o isolamento e o distanciamento social ainda são as melhores alternativas para conter o avanço da doença. “Nesta segunda-feira, pós Dia das Mães, notamos um aumento importante da movimentação nas cidades. É fundamental que os mineiros entendam que nós temos que manter o isolamento e o distanciamento, não podemos relaxar como um tudo”, disse.

“O que temos hoje de melhor, e que tem conseguido evitar a sobrecarga, é o isolamento. Sei que isso gera um estresse e muita dificuldade, mas é de longe a melhor medida de evitar uma sobrecarga na Saúde”.

Além disso, o secretário afirmou também que o aumento da movimentação em todo o Estado nos últimos dias, antecipou a previsão do pico da doença em Minas.

“A previsão do pico passou para o dia 8 de junho, dois dias ao que era o anterior – previsto para o dia 10 de junho”, afirmou. “Claro que isso não é uma coisa fixa, nós vamos acompanhando a situação conforme o número de casos e internações”, explicou.

Rafael D'Oliveira

Rafael D'Oliveira

Repórter do BHAZ desde janeiro de 2017. Formado em Jornalismo e com mais de cinco anos de experiência em coberturas políticas, econômicas e da editoria de Cidades. Pós-graduando em Poder Legislativo e Políticas Públicas na Escola Legislativa.

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