Home NotíciasCoronavírusSurto de Covid-19 no Brasil ainda está longe do pico, alerta ex-ministro Mandetta

Surto de Covid-19 no Brasil ainda está longe do pico, alerta ex-ministro Mandetta

Mandetta preve aumento de casos

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, acredita que o espalhamento do coronavírus no Brasil ainda está no começo. Em entrevista à coluna do jornalista Jamil Chade, no Uol, o ex-chefe da pasta defendeu uma relação mais amigável com a China e previu que ainda haverá expressivo aumento no número de casos do país.

Para Mandetta, a crise ainda pode piorar ao ponto do Brasil ultrapassar a marca de mil mortes diárias por Covid-19. O ex-ministro afirmou que o surto no país ainda está em suas primeiras semanas, mesmo tendo matado mais de 12 mil pessoas.

Leia mais: ‘O caminho foi longo, mas parece que estamos chegando ao final’, diz Kalil

À coluna, o ex-ministro também comentou os conflitos com o governo de Jair Bolsonaro. Para ele, “o tempo vai dizer” quem esteve certo, sobre a forma de lidar com a pandemia. “A população não sabe para que lado ela vai. Eu dizia uma coisa e o presidente dizia outra”, lamentou.

Relação turbulenta com a China pode atrapalhar

Outro ponto destacado por Mandetta foi a postura que as lideranças do Brasil têm adotado perante a China. Filhos do presidente e o chanceler Ernesto Araújo criticam o país asiático desde o início da crise, alguns chegam a culpá-lo pela pandemia e incentivar xenofobia.

Leia mais: Curva da Covid-19 mostra maior imunidade e 2ª onda pode não ocorrer

O ex-ministro também faz ressalvas quanto à atuação da China na crise, mas insiste que esse debate não deve acontecer agora. “A impressão que eu tenho é que, num local cheio de pólvora, o Itamaraty entra fumando. Não é o momento de uma briga”, disse ao jornalista.

Para Mandetta, uma boa relação com a China é essencial para garantir o abastecimento dos equipamentos de saúde. Ele acredita que o Brasil já “paga o preço” de um comportamento agressivo contra Pequim. “Cadê as máscaras? Estamos perdendo enfermeiros. Respiradores não chegam”, lamentou.

Comentários