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Polícia prende mulher que jogou filha recém-nascida no Arrudas

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A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) prendeu, nesta segunda-feira (18), uma mulher de 37 anos que havia sido condenada pela morte da filha recém-nascida. À época, a mulher jogou a bebê no rio Arrudas logo após o parto. Ela estava foragida e foi encontrada em casa, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O crime ocorreu em setembro de 2007. De acordo com a delegada Elisa Moreira, da Delegacia Especializada de Homicídios em Contagem, a menina era fruto de uma gravidez indesejada, que a mãe tentou esconder da família: “Ela disse ter tentado fazer alguns abortos, sem sucesso. Ela entrou em trabalho de parto no banheiro da própria casa”.

Segundo a delegada, logo após o parto, a mulher jogou a filha, ainda com cordão umbilical, no Arrudas. “Essa criança foi encontrada por dois homens, levada ao hospital e ficou internada por dois dias, mas faleceu em decorrência de uma infecção generalizada”, explica.

Foragida

Em 2014, a mulher foi a julgamento e foi condenada a 16 anos de prisão por homicídio qualificado. A delegada explica que ela chegou a ficar presa por cerca de um ano e dois meses, mas foi colocada em liberdade.

Posteriormente, foram expedidos novos mandados de prisão, que estavam em aberto desde o final de 2018 sem que a polícia tomasse conhecimento. “Tão logo tivemos conhecimento das medidas, a equipe se empenhou para localizar a foragida e prendê-la”, observa a delegada.

Crime chocante

O Delegado Regional em Contagem, Luciano Guimarães, ressalta a importância da prisão: “Apesar desse caso ser de 2007, foi um caso que chocou muito. A importância [do cumprimento do mandado] é justamente essa: dar um recado à sociedade de que os crimes não ficam impunes”.

Segundo Elisa, a mulher se mostrou arrependida durante a abordagem policial, assim como havia feito na ocasião da primeira prisão e da condenação: “Ela já disse que, se pudesse, faria tudo diferente e hoje nós pudemos ver, de forma muito clara, um arrependimento. Mas o fato foi consumado e a gente precisa cumprir a lei”.

Segundo os delegados, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional e deve pagar pelos 16 anos aos quais havia já havia sido condenada.

Giovanna Fávero

Giovanna Fávero

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.

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