Home NotíciasMinas GeraisZema afirma que escolas podem voltar a abrir só no ano que vem: ‘Vamos ter calma’

Zema afirma que escolas podem voltar a abrir só no ano que vem: ‘Vamos ter calma’

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O governador Romeu Zema (Novo) afirmou que as escolas em Minas Gerais podem ser reabertas somente no ano que vem. Em entrevista divulgada pela Rádio Itatiaia nesta quarta-feira (20), ele disse que não descarta a possibilidade de manter o funcionamento suspenso até o fim do ano e defendeu o adiamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Nas redes sociais, o governador voltou a comentar o assunto após a repercussão da reportagem. Por meio de sua conta no Twitter, Zema pediu calma e disse que ainda não há respostas. “Me perguntaram quando as escolas vão reabrir, eu disse que não sei, não é possível dizer. Reitero: pode ser que as aulas voltem em um mês, dois, três, quatro…”, publicou.

Zema também informou que o governo estadual está monitorando a pandemia e gostaria que os alunos não fossem prejudicados: “Mas a vida em primeiro lugar, sempre”.

Teleaulas

Nesta segunda-feira (18), começaram a ser exibidas as teleaulas do programa “Se Liga na Educação”, parte do regime de estudo à distância da SEE-MG (Secretaria de Estado de Educação). As aulas serão exibidas pela Rede Minas para os alunos da rede pública estadual enquanto as aulas presenciais estiverem suspensas por causa das medidas de isolamento social.

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As teleaulas priorizam os conteúdos que os alunos têm mais dificuldade – divididos por área de conhecimento – e a programação, que começa às 7h30 de segunda a sexta, conta com uma hora diária de transmissão ao vivo para que os alunos possam esclarecer dúvidas.

Entrave

A retomada as aulas em regime não presencial acabou virando centro de um entrave judicial no Estado, com a SEE-MG de um lado, garantindo a manutenção das teleaulas, e o Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) do outro, defendendo que a nova modalidade das aulas coloca alunos e professores em risco e desrespeita uma liminar.

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Segundo o Sind-UTE, cerca de 700 mil alunos podem ser prejudicados pelas aulas à distância, que também oferecem risco à saúde dos estudantes que não têm acesso à modalidade e precisarão buscar materiais nas escolas.

O sindicato acionou a Justiça para denunciar o descumprimento da decisão judicial e o risco de contaminação, mas, até o momento, as teleaulas estão mantidas, sem previsão para retorno ao regime presencial.

Giovanna Fávero

Giovanna Fávero

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.

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