Kalil cita Churchill para rebater críticas de Zema ao combate em BH: ‘Onipotente na impotência’

Resposta foi dada em nota e coletiva
Resposta foi dada em nota e coletiva (Amira Hissa/PBH + Pânico Jovem Pan/YouTube/Reprodução)

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, responderam, nesta sexta-feira (22), as críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre às ações do Executivo municipal no combate ao novo coronavírus.

Em entrevista à Radio Jovem Pan, nessa quinta-feira (21), Zema disse que Kalil está gritando e “fazendo quase nada”, além de ter um estilo “bem único, bem expressivo”.

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Kalil se posicionou, por meio de nota, dizendo que a atitude do governador foi uma “agressão gratuita”. Em resposta a Zema, ele parafraseou o primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill.

“O governador vai ‘… em um estranho paradoxo, decidido só a não decidir, resolvido só a não resolver, firme na deriva, sólido na fluidez, onipotente na impotência'”. O trecho foi retirado do livo Memórias da Segunda Guerra Mundial.

Kalil se posicionou por meio de nota (PBH/Reprodução)

‘Ofensa para nós’

Já o secretário de Saúde da capital mineira, Jackson Pinto, se manifestou durante coletiva para anunciar a flexibilização do comércio da cidade. “Há pessoas por aí dizendo que BH não fez quase nada. Diz isso para desinformar ou, pior ainda, se fingindo de desinformado e ofendendo servidores da prefeitura que trabalham para garantir a segurança e saúde da população”, disse.

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O secretário citou os números relativos à Covid-19, além das ações realizadas na capital mineira (tais quais fechamento rápido do comércio, disponibilização de cestas básicas e planejamento seguido à risca) para se defender das críticas de Zema.

“O Estado está surfando na onda de Belo Horizonte. Dizer que BH não fez quase nada é uma ofensa para nós. Os dados mostram que BH fez muito mais que qualquer outra cidade e Estado. É tão verdade que recebemos telefonemas de secretários [de Saúde] perguntando o que aconteceu para BH ter estes números. É planejamento”, ressaltou.

O BHAZ entrou em contato com o Governo de Minas, mas não recebeu retorno até o fechamento da matéria. Este texto será atualizado assim que o retorno for recebido.

Vitor Fórneas
Vitor Fórneasvitor.forneas@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.