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Salão de beleza, shopping popular e mais: PBH anuncia quais comércios poderão abrir a partir de segunda

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A PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) divulgou na tarde desta sexta-feira (22) quais comércios poderão abrir a partir da próxima segunda-feira (25), na primeira etapa de flexibilização do setor. Entre os segmentos liberados pela equipe de Alexandre Kalil (PSD) estão salões de beleza, shoppings populares, perfumaria e lojas de peças e acessórios de veículos automotores.

“Este momento é muito aguardado, mas que me traz um pouco de medo. Não sabemos o que vai acontecer. Esperamos que após [a flexibilização] mantenhamos a responsabilidade do distanciamento social. A gente tem que sair de casa sabendo o que vai comprar e não ficar passeando em loja. Devemos manter o distanciamento e usar a máscara”, afirmou o secretário de Saúde, Jackson Pinto, que coordena o grupo de trabalho responsável por definir a reabertura gradual do comércio.

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Confira a lista completa de comércios que poderão funcionar a partir da próxima segunda-feira (25):

Reprodução/DOM

Orientações

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Conforme o BHAZ adiantou na última quarta-feira (relembre aqui), a PBH adotou uma estratégia chamada de “flexibilização intermitente”, que funciona como uma gangorra: caso os números de contaminação da capital melhorem, a flexibilização aumenta; se piorar, fecha tudo novamente.

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Em edição especial do DOM (Diário Oficial do Município) publicada na tarde de hoje, novo decreto assinado por Kalil determina que as atividades serão liberadas com horários distintos com “o objetivo de assegurar o equilíbrio e a segurança no transporte público coletivo”.

E a reabertura pode avançar ou mesmo recuar (tornar as medidas de restrição mais rigorosas) dependendo do comportamento da população. “A regressão de fase poderá ocorrer a qualquer tempo, quando houver alteração dos indicadores epidemiológicos ou risco de agravamento do quadro epidemiológico e assistencial”, diz o decreto.

Confira as orientações:

  • Colaboradores do grupo de risco não vão voltar a trabalhar, eles devem permanecer em casa
  • Higienização das mãos e distância das pessoas de 5 metros quadrados por pessoa. Em uma área de 30 metros, somente 6 pessoas, incluindo os vendedores e clientes
  • Disponibilizar álcool em gel
  • Não realizar promoções
  • Não haver bebedouros coletivos
  • Reduzir lotação dos elevadores
  • Ar condicionado desligado
  • Salões de beleza somente com hora marcada, intervalo de 30 minutos de um atendimento para outro para acontecer higienização
  • Sinalização no chão para respeitar o distanciamento

Veja quais comércios permanecem liberados para funcionar:

Reprodução/DOM

Decretos

Desde o dia 18 de março, quando assinou o primeiro decreto, a prefeitura da capital mineira vem tomando medidas mais rígidas para reduzir a circulação de pessoas na capital.

Confira a evolução das medidas:

18 de março

Temendo o avanço da doença na capital, o prefeito assinou no dia 18 de março um decreto através do qual todos os bares, restaurantes e shoppings de BH tiveram o alvará de funcionamento suspensos temporariamente, para evitar aglomeração de pessoas e o avanço da Covid-19.

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A decisão passou a valer a partir do dia a partir do dia 20 de março de 2020, por tempo indeterminado. A medida vale para:

  • Casas de shows e espetáculos de qualquer natureza;
  • Boates, danceterias, salões de dança;
  • Casas de festas e eventos;
  • Feiras, exposições, congressos e seminários;
  • Shoppings centers, centros de comércio e galerias de lojas;
  • Cinemas e teatros;
  • Clubes de serviço e de lazer;
  • Academia, centro de ginástica e estabelecimentos de condicionamento físico;
  • Clínicas de estética e salões de beleza;
  • Parques de diversão e parques temáticos;
  • Bares, restaurantes e lanchonetes.

7 de abril

Com a proximidade da Páscoa, lojas de chocolate começaram a pressionar a prefeitura para a reabertura, expandindo o movimento para outros setores do comércio, que, até então, estavam fechados por conta de um acordo entre os sindicatos dos trabalhadores e patronais. O fim do acordo entre as partes poderia culminar na reabertura de até 50 mil lojas em BH e região.

Temendo o aumento de circulação da capital, no dia 7 de abril, a PBH endureceu as limitações de funcionamento de lojas na capital. Com um novo decreto, a PBH determinou que os estabelecimentos só estavam autorizados a funcionar com restrição de aglomerações e não poderiam permitir que os compradores acessassem às lojas. “Só poderão atender da porta pra fora, sem clientes do lado de dentro”, resumiu o prefeito Alexandre Kalil em publicação no Twitter.

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8 de abril

A medida do dia 7 de abril causou confusão entre os comerciantes que estavam fechados. O entendimento foi de que poderiam reabrir, desde que atendessem os clientes da porta para fora.

+ Mesmo com novo decreto, PBH teme volta de aglomeração e ameaça fechamento total de lojas

Diante da confusão e da iminência da sensação de volta à normalidade na capital, o prefeito anunciou no dia 8 de abril que todas as lojas não essenciais seriam totalmente fechadas em Belo Horizonte. “É muito sério. Todos os estabelecimentos não essenciais estarão fechados por decreto amanhã. Quem não está entre os serviços essenciais não deve ir trabalhar”, escreveu Kalil em seu Twitter.

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Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.

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