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Saudade de comprar, fila, alívio e preocupação: Oiapoque tem reabertura movimentada

Por Vitor Fórneas e Roberth Costa

No primeiro dia da reabertura gradual do comércio em Belo Horizonte, o shopping Oiapoque, localizado no Centro da capital, registrou filas e movimento intenso logo nas primeiras horas da manhã. “Saudade de fazer compras”, busca por reparos e eletrônicos foram o que motivaram algumas das pessoas a ir ao local nesta segunda-feira (25). E o BHAZ esteve por lá.

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Apesar das medidas de controle adotadas pelo empreendimento para barrar o avanço do novo coronavírus, como medição de temperatura e marcações para distanciamento, nem todos cumprem requisitos mínimos de segurança em meio à pandemia. Algumas pessoas foram flagradas sem máscaras, inclusive na longa fila que formou-se para acessar o shopping.

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A reabertura do Oiapoque, que ficou cerca de 60 dias fechado, reuniu gente de toda parte. Joice Cristina é moradora de Uberaba, no Triângulo Mineiro, e aproveitou uma consulta médica do filho, na capital, para comprar um celular. “A gente fica com um pouco de medo, mas aproveitei para comprar um celular para o meu filho. Vim trazê-lo ao médico e estou tomando todos cuidados, usando a máscara e álcool gel a todo momento”, disse.

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Fila deu volta em quarteirão do shopping Oiapoque (Amanda Dias/BHAZ)

O fotógrafo Rodrigo Gabriel, por sua vez, foi ao shopping para comprar materiais de trabalho. Na opinião dele, o Oiapoque estava muito cheio. “Eu acho que a liberação assim foi muito rápida, acho que tem muita gente. BH está abrindo e as lojas estão muito tumultuadas. Querendo ou não, uma volta no quarteirão do shopping também continua sendo uma aglomeração”, conta.

‘Saudade de comprar’

Para o garçom Carlos Chagas, muita gente foi ao shopping por “saudade de comprar”, assim como ele. Desempregado, o homem explica que teve que ir ao Oiapoque para arrumar a tela do celular e, apesar de concordar com a reabertura, ressalta que as pessoas devem manter medidas de distanciamento e higienização.

“Eu tô achando muito boa a reabertura, desde que as pessoas respeitem as regras. Se outras lojas não puderem reabrir, fica difícil pra muita gente poder viver. Eu acho legal desde quando respeitem os limites, a higienização e o distanciamento”, diz. “Tô achando um pouco desorganizado, muita gente não respeita, outras sim, mas a vida tem que continuar”, continua. “Eu mesmo era um que tava com saudade de fazer compra, acredito que o pessoal também. Se não estivessem, não teria essa fila enorme aqui”, pondera.

Regras

Mario Valadares, sócio do Oiapoque, contou ao BHAZ quais medidas foram adotadas na reabertura do shopping. Segundo ele, a regra de distanciamento foi a mais importante a se cumprir.

“A regra de uma pessoa a cada 13 metros limitou a 800 pessoas no shopping, nós limitamos a 500. Então, esse limite faz com que o controle fique mais fácil dentro do shopping. A gente fez controles de acesso, com medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, higienização das mãos e carpete também com produto que higieniza as solas de sapatos”, conta.

Clientes têm temperatura medida antes de entrar no Oiapoque (Vitor Fórneas/BHAZ)

O fluxo único dentro do comércio e sinalizações de distanciamento também foram adotadas, a cada um metro e meio, pelo Oiapoque. “Tem as setas nos pisos e você vai andando apenas em um sentido nos corredores, então está bem tranquilo. Obviamente deu uma fila aqui, porque tá limitado a 500 pessoas e nosso fluxo médio é 2,5 mil, 3 mil pessoas”, conta.

As lojas do Oiapoque também entraram em um processo de rodízio, com números pares e ímpares abrindo em dias específicos. “Hoje são os números pares a funcionar, amanhã os ímpares e assim por diante. Então 500 pessoas aqui dentro é bem tranquilo”, explica Valadares.

Para o sócio do empreendimento, a reabertura é positiva para os lojistas que estavam sem trabalhar. “Essa abertura parcial não vai gerar uma receita comparável ao que eles tinham anteriormente, mas ajuda muita gente. Foi uma atitude muito positiva da Prefeitura em olhar para essas pessoas e dar a elas pelo menos um fôlego”, disse.

O que pode reabrir?

Os setores que podem voltar a funcionar foram definidos de acordo com o respectivo risco sanitário, de aglomeração e de permanência de pessoas envolvidas. Seguindo esses critérios, podem começar suas atividades nesta segunda-feira:

  • Comércio varejista de artigos de iluminação;
  • Comércio varejista de artigos de cama, mesa e banho;
  • Utensílios, móveis e equipamentos domésticos, exceto eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo;
  • Tecidos e armarinho;
  • Artigos de tapeçaria, cortinas e persianas;
  • Limpeza e Conservação;
  • Artigos de papelaria, livraria e fotográficos;
  • Brinquedos e artigos recreativos;
  • Bicicletas e triciclos, peças e acessórios; 
  • Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal;
  • Veículos automotores;
  • Peças e acessórios para veículos automotores;
  • Pneumáticos e câmaras-de-ar;
  • Comércio atacadista dos artigos de comércio varejista permitidos na fase 1, a partir de 25 de maio;
  • Cabeleireiros, manicure e pedicure;
  • Centros de comércio popular instituídos a qualquer tempo por Operações Urbanas visando a inclusão produtiva de camelôs, desde que localizados no Hipercentro ou em Venda Nova.

Reforce a proteção contra o vírus

A SES-MG orienta que a população tome algumas medidas de higiene respiratória para evitar a propagação da doença, são elas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

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