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Kalil não descarta fechar BH por completo: ‘Deus permita que não tenhamos que fazer lockdown’

Anúncio foi feito, em coletiva, na sede da PBH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), não descarta o lockdown durante a pandemia do novo coronavírus. A medida segue sendo avaliada pelo Comitê de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19. O anúncio foi feito, em coletiva, na sede da PBH, nesta sexta-feira (29).

Kalil falou sobre a possibilidade de fechar a cidade, enquanto comentava sobre uma possível autorização para outros setores do comércio voltarem a funcionar. De acordo com ele, “data [para reabertura] é muito fácil dar e depois prorrogar”.

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“Deus permita que na próxima sexta não tenhamos que fazer lockdown. As curvas [da Covid-19] no interior estão assustadoramente exponenciais”, disse.

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Os médicos que integram o comitê – Jackson Machado, Carlos Starling, Unaí Tupinambás e Estêvão Urbano – avaliam três indicadores para determinar a flexibilização ou o lockdown em Belo Horizonte. São eles:

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  • Número médio de transmissão por infectado (Rt);
  • Ocupação de leitos UTI para Covid-19 e
  • Ocupação de leitos de enfermaria para Covid-19.

O que determina o lockdown?

O secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado, explicou os critérios para um possível fechamento de Belo Horizonte.

“Se a gente chegar, em algum momento, com dois indicadores no vermelho e vislumbrarmos possibilidade de agravamento, mesmo que todos [os indicadores] não estejam no vermelho, poderemos aconselhar o lockdown”, esclareceu.

O infectologista Carlos Starling destacou que “epidemia é um dia depois do outro”, por conta das mudanças que acorrem. “Temos que olhar as informações e ajustar as medidas. A flexibilização tem o objetivo de preservar empregos, mas temos que salvar vidas. O balanço é complexo e, por isso, bem equilibrado”, concluiu.

Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.

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