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UFMG abre consulta a alunos, cogita ensino remoto ‘emergencial’ e reforça: ‘Não temos perspectiva de retorno’

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Com aulas suspensas desde o dia 18 de março, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) abriu uma consulta pública online para medir o acesso à internet dos estudantes, mas admitiu que ainda não tem previsão de retorno das atividades de graduação. Nas redes sociais, mais uma vez, o posicionamento rendeu críticas à universidade.

Em entrevista transmitida ao vivo nas redes sociais nesta terça-feira (2), a reitora Sandra Regina Goulart reforçou que a UFMG não pretende cancelar o semestre letivo, mesmo com quase três meses sem aulas, e informou que a avaliação sobre o retorno ainda está em fase inicial. “Ainda não temos nenhuma perspectiva de retorno, até que as autoridades de saúde nos digam que é possível retornar”, disse.

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Sandra também disse que entende a frustração dos alunos, mas que a universidade está avaliando os possíveis obstáculos do retorno às atividades, como o acesso dos estudantes à internet e outras tecnologias. “Sabemos que a desigualdade digital é enorme no nosso país, tanto a direta, com relação àquelas pessoas que não têm acesso nenhum, como a indireta. E estamos nos preparando para isso”, pontuou.

‘Fique tranquilo’

Sobre a possibilidade de adoção do EAD (Ensino à Distância), a reitoria informou que, caso aconteça, não será da forma que os alunos estão habituados: “Na UFMG, nós temos cursos com regras específicas. O que tem sido discutido no mundo inteiro é o chamado ensino remoto emergencial. É algo que pode ser adotado em um contexto em que as atividades presenciais não podem ocorrer e a UFMG já está se preparando para isso”.

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Quanto à programação do ano letivo, Sandra disse que tudo que já havia sido programado está mantido. “Todos os processos serão retomados oportunamente, datas serão comunicadas oportunamente. Quem está preparado para entrar no segundo semestre, fique tranquilo, porque vai ocorrer”, informou.

‘À deriva’

O novo pronunciamento, mais uma vez, deixou alunos em polvorosa. Nas redes sociais, as opiniões eram divididas sobre a possibilidade de adoção de um regime à distância e muitos estudantes reclamaram da contínua falta de respostas e esclarecimentos por parte da universidade.

“A reitora tá mais perdida que a gente”, comentou um aluno enquanto assistia à entrevista. “UFMG não foi capaz de fazer uma live, quanto mais voltar às aulas remotamente”, disse uma segunda.

Outro ponto muito criticado nas redes sociais foi a decisão da UFMG de abrir um formulário online para medir como é o acesso à internet dos estudantes.

Muitos reclamaram da demora para o início das consultas e outros defenderam que o questionário não vai funcionar por um motivo simples: quem não tem acesso à internet para assistir às aulas também não terá para preencher o formulário.

Giovanna Fávero

Giovanna Fávero

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.

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