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Kalil ataca Governo Zema e ameaça fechar BH, mas mantém flexibilização

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O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), acaba de anunciar, no início da tarde desta sexta-feira (19), que a flexibilização do comércio na capital mineira será mantida mesmo com o aumento de casos e as ameaças do Governo de Minas até mesmo de intervenção (relembre aqui). O gestor municipal ainda atacou a administração estadual e ameaçou “fechar a cidade se a boca não fica sob a máscara”.

“Continuaremos como estamos: não haverá fechamento nem nova fase de flexibilização. Isso porque temos protocolo feito solitariamente no dia 18 de março por gente especializada – e estamos seguindo uma regra, correndo risco”, afirmou Kalil. “E não quer dizer que fecharemos a cidade na próxima sexta-feira, mas se essa máscara continuar nos queixos, os churrascos e reuniões continuarem, não temos problema em fechá-la”.

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Portanto, o comércio de Belo Horizonte fica exatamente como está desde o dia 8 de junho: com duas ondas de segmentos liberados, além daqueles que já estavam desde o princípio, considerados essenciais. Relembre:

Setores liberados no dia 8 (segunda onda):

  • Artigos usados
  • Artigos esportivos, de camping e afins
  • Calçados
  • Artigos de viagem
  • Artigos de joalheria
  • Souvenirs, bijuterias e artesanatos
  • Plantas, flores e artigos para animais (exceto comércio de animais vivos)
  • Bebidas (sem consumo no local)
  • Instrumentos musicais e acessórios
  • Objetos de arte e decoração
  • Tabacaria, Armamentos, Lubrificantes
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Setores liberados no dia 25 de maio (primeira onda):

Setores considerados essenciais (liberados desde o princípio):

Segundo boletim da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), a capital mineira tinha 1.402 casos registrados e 42 óbitos por Covid-19 no dia 25 de maio, quando começou a flexibilização do comércio. Balanço de hoje aponta 3.789 confirmações e 90 mortes.

Ataques

Além do anúncio de como será o comércio na próxima semana, Kalil não poupou ataques ao governo liderado por Romeu Zema (Novo). “Hoje gostaria de trazer uma coisa um pouco diferente e muito sereno. Quando fechamos a cidade, sofremos duras críticas, inclusive do governo. O secretário-geral (Mateus Simões) diz em lockdown, que agora fala em lockdown, disse que não entendia tanta pressa. Talvez agora ele entenda a pressa”, afirmou o prefeito de BH.

“A guerra que querem empurrar para BH é exatamente o que eles [governo do Estado] fizeram quando caiu a tempestade. Eles entregaram nada para BH, zero, nada… Agora não venha ensinar o padre-nosso ao vigário. Vamos intensificar a fiscalização e contamos com ajuda da instituição da PM para nos ajudar”, continuou Kalil. “Vamos parar de falar em BH, não houve coordenação, liderança que eu pedi em 18 de março, quando governo falava em exagero”.

Nesta semana, o governo de Zema mudou o tom sobre coronavírus. O governador afirmou ontem que o crescimento de infectados e mortes provocados pela doença nos últimos dias é preocupante e que o Estado pode tomar “medidas drásticas”. 

“Esse crescimento [de casos] está nos causando desconforto. Nós esperávamos esse aumento, mas não como tem se comportado nos últimos dias. Por isso, eu peço à população e aos prefeitos que façam tudo que está ao seu alcance, pois, caso contrário, infelizmente, teremos de tomar uma medida mais drástica, caso os números continuem perdurando em algumas regiões que estão nos causando preocupações”, disse o governador.

“Nos últimos dias começamos a ver uma deterioração muito clara do quadro de contágio da região metropolitana, tema que já foi abordado pela SES-MG e que tem causado preocupação efetiva no governo. A capital e região são as que apresentam os piores índices em termos de número de contágio e concentram toda a nossa preocupação”, afirmou o secretário-geral, Mateus Simões.

Reforce a proteção contra o vírus

A SES-MG orienta que a população tome algumas medidas de higiene respiratória para evitar a propagação da doença, são elas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20
    segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e
    sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.

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