Home NotíciasBHKalil diz que recuo da flexibilização foi culpa de ‘minoria irresponsável’

Kalil diz que recuo da flexibilização foi culpa de ‘minoria irresponsável’

kalil minoria irresponsável

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou que o recuo das medidas de flexibilização do isolamento social na capital foi consequência das atitudes de uma “minoria irresponsável”. Em entrevista à Globo News, na noite desse domingo (28), ele ressaltou que as decisões são feitas com base na ciência e criticou políticos que são “parasitas do vírus”.

Após anunciar o retorno à estaca zero de flexibilização, na última sexta-feira (26), Kalil foi questionado se a reabertura em Belo Horizonte teria sido um erro. Para o prefeito, houve uma “janela” que permitia a reabertura, mas ela foi desperdiçada por uma minoria que não respeitou as recomendações de saúde.

Leia mais: Menina que desapareceu após sair de casa em Betim é encontrada

“Nós tivemos uma oportunidade que foi mal aproveitada pela população, porque falamos que abrir não era passear. Muita gente foi passear, muita gente anda sem máscara, infelizmente acontece isso. E aquele que tem responsabilidade, empatia, consciência, paga o preço por essa minoria irresponsável”, afirmou Alexandre Kalil.

O prefeito ressaltou que a grande preocupação da PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) é perder o domínio da situação, e, por isso, o recuo foi necessário. “Queria deixar muito claro: a culpa não é do comércio, a culpa não é da prefeitura e a culpa não é do Estado. A culpa é do vírus. Não tem ninguém culpado. Todo mundo quer abrir, quer que a cidade ande. Quem não quer mais que nós prefeitos?”, completou.

‘Guerra invisível’

Leia mais: Gelado! BH tem sensação térmica de -1ºC; frio deve continuar

O prefeito Alexandre Kalil comparou a situação da pandemia a uma guerra. Segundo ele, pelo fato do vírus ser invisível, as pessoas não levam a situação a sério e descumprem as orientações de distanciamento social.

“É uma pandemia, é uma guerra invisível. Se você falar que está caindo bomba em Belo Horizonte, ninguém vai fazer churrasco em condomínio, ninguém vai andar de bicicleta. Mas ele é tão assassino quanto um ataque aéreo”, pontuou.

Para Kalil, a situação deve ser analisada por meio da “lógica, dos números, da virologia, da psicologia, dentro de uma coerência” e completou: “Estamos em guerra. Guerra, a gente muda de estratégia. Se nós tivéssemos a visão federal e estadual, aqui em Minas, que nós estávamos em guerra, o resultado poderia ser outro”.

‘Política sobre cadáveres’

Mais uma vez, o prefeito de Belo Horizonte ressaltou a necessidade de que a ciência seja tomada como base no combate à pandemia de Covid-19. Questionado se haveria a possibilidade das medidas de isolamento social serem ainda mais restritas na capital mineira, ele enfatizou que as decisões serão tomadas com base em dados.

Para Kalil, há políticos que se aproveitam da situação para tomar decisões que podem favorecê-los, e não priorizam a ciência. “Além do vírus, nós temos os políticos que são os parasitas do vírus. Estão fazendo política em cima de cadáveres”, concluiu.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela PBH, na última sexta-feira (26), Belo Horizonte registrou 5.195 casos confirmados de Covid-19 e 121 mortes causadas pela doença. Durante a entrevista, o prefeito Alexandre Kalil afirmou que o número de óbitos já subiu para 129 e que o dado será atualizado na próxima edição do boletim.

Sofia Leão

Sofia Leão

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

Comentários