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Região de Minas atinge 100% de ocupação de leitos

ambulancia hospital de campanha

Uma das regiões de Minas Gerais, segundo definição da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), atingiu a ocupação máxima de leitos de enfermaria nesta segunda-feira (6). É o que revela o novo painel de monitoramento de casos de Covid-19 do governo do Estado, lançado hoje, que aponta ainda um índice de 85% de ocupação dessa mesma estrutura na região Centro, da qual Belo Horizonte faz parte.

A situação mais preocupante, conforme a ferramenta do Governo de Minas Gerais, é da regional Triângulo Sul, onde 100% dos leitos de enfermaria estão ocupados. Vale lembrar que os números sofrem alterações com frequência, já que a ocupação é dinâmica: pacientes podem receber alta ou serem transferidos, por exemplo, para a UTI em caso de evolução da doença.

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Desse total, no entanto, uma taxa de apenas 0,47% é ocupada por enfermos de Covid-19, o que reforça a preocupação com a sobrecarga do sistema de saúde como um todo. Dessa regional, fazem parte cidades como Uberaba, Araxá e Frutal (veja lista completa aqui). A regional Triângulo Norte (cidades como Uberlândia, Araguari e Patrocínio) aparece em seguida, com 93,5% dos leitos ocupados – dos quais, 3,9% por pacientes de Covid-19.

Já a regional da qual BH faz parte, a Centro, tem 85,4% de ocupação, sendo o maior percentual, entre todas as regiões, composto por Covid-19: 13,8%. Contagem, Betim, Ouro Preto e João Monlevade também fazer parte dessa regional da Saúde (veja lista completa aqui). A Prefeitura de Belo Horizonte informou hoje que a cidade atingiu o recorde de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 (leia mais aqui).

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O secretário mineiro de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, explicou que a nova metodologia usada no painel do Governo de Minas permitirá uma visualização melhor sobre o “tempo real” dos hospitais do Estado. “Esse novo sistema feito pelo escritório de leitos, criado há 15 dias, trará uma confiabilidade maior em relação à ocupação de leitos”, afirmou, em coletiva realizada nesta segunda-feira.

“Hoje nosso sistema mostra uma realidade mais precisa e confiável. Agora, sempre que houver suspeita no que identificamos e no que está no ‘SUS fácil’, nosso escritório ligará para o hospital para saber se a ocupação corresponde ao que constam no sistema”, explicou. O painel mostra que, em Minas, a taxa média de ocupação de leitos de enfermaria está em 70%. Já a média do distanciamento atual é de 40,8%, abaixo da média no Brasil – 49%.

Leitos e hospital de campanha

Minas se aproxima dos 60 mil casos confirmados de Covid-19, conforme boletim da SES-MG de hoje. Confira algumas das estatísticas, em comparação aos números de ontem:

  • 59.626 casos confirmados (aumento de 2,3%)
  • 1.230 mortes (aumento de 2,4%)
  • 21.396 casos em acompanhamento (queda de 0,2%)
  • 37.000 casos recuperados (aumento de 3,8%).

No último sábado (4), o Estado registrou o recorde de mortes registradas no boletim em 24h: 73 novos óbitos. O secretário de Saúde reforçou o aumento de leitos em Minas como estratégia para enfrentar a aceleração de casos. “Em fevereiro, tínhamos 2.072 leitos de terapia intensiva. Hoje, são 3.351 leitos funcionais internando pelo SUS. Isso se deve a um trabalho do Ministério da Saúde, das secretarias estadual e municipais e dos prestadores. Foi um trabalho em conjunto que permitiu a expansão de leitos de 56% em relação ao que era em fevereiro”, ressaltou.

Amaral ainda reforçou que o hospital de campanha instalado no Expominas, na região Oeste da capital mineira, pode iniciar as operações com 30% da capacidade. Em entrevista exclusiva ao BHAZ, na última semana, o secretário afirmou que o ideal seria realizar a abertura com capacidade plena, o que deve ocorrer apenas na segunda quinzena deste mês, portanto, após o dia 15, data considerada como o pico de casos pelo próprio governo.

O secretário ainda justificou a não utilização do hospital de campanha para a instalação de leitos de UTI a uma estratégia definida ainda no início do ano. “O que fizemos foi um plano de contingência da SES-MG visando a ampliação de leitos e estruturação do sistema de saúde. Esse plano tira objetivos claros para surtir efeito essa ampliação de leitos. Um dos objetivos era dar preferência para ampliação de leitos naqueles hospitais que já tinham expertise e já tinham especialidade e sabiam lidar com esses pacientes”, afirmou.

“Nesse contexto, o que fizemos foi: hospitais que já têm terapias intensivas, protocolos de atendimento e equipes treinadas nós daríamos preferência para esses hospitais teriam terapia intensiva. A maioria desses hospitais foram incluídos no plano de contingenciamento para ter capacidade de terapia intensiva ampliada”, complementou.

“Levando em consideração que unidade de terapia intensiva precisa de estrutura hospitalar, identificamos que o hospital de campanha, por ser novo, por não ter estrutura hospitalar, seria um hospital de menor complexidade nesse momento”, concluiu.

Contratações

Profissionais da saúde têm até esta terça-feira (7) para se candidatarem às vagas emergenciais abertas pela Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) para trabalhar no hospital de campanha. A estrutura foi montada no Expominas, na região Oeste de BH, para ajudar no combate à Covid-19.

Ao todo, são 275 vagas temporárias para médicos, técnicos em enfermagem, farmacêuticos, assistentes sociais e fisioterapeutas respiratórios. Os salários variam entre R$ 1,7 mil e R$ 9 mil (saiba mais aqui).

Reforce a proteção contra o vírus

A SES-MG orienta que a população tome algumas medidas de higiene respiratória para evitar a propagação da doença, são elas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
Rafael D'Oliveira

Rafael D'Oliveira

Repórter do BHAZ desde janeiro de 2017. Formado em Jornalismo e com mais de cinco anos de experiência em coberturas políticas, econômicas e da editoria de Cidades. Pós-graduando em Poder Legislativo e Políticas Públicas na Escola Legislativa.

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