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Mulher é estuprada por vizinho que se ofereceu para consertar energia

delegacia da mulher bh

Uma mulher de 52 anos foi estuprada pelo vizinho, de 54, no bairro Maria Goretti, região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde dessa terça-feira (7). Segundo a vítima, o homem se ofereceu para ajudar no conserto do relógio de luz, mas aproveitou o momento para cometer o crime sexual. O suspeito estava embriagado.

O caso ocorreu no fim da tarde de ontem. A luz havia acabado na casa e, por isso, a vítima chamou uma vizinha para prestar ajuda. A vizinha afirmou aos militares que não estava vestida adequadamente e pediu para o marido ajudar a mulher. O homem, então, acompanhou a vítima para olhar o relógio de luz, que fica no alto de uma escadaria, no lote onde ela mora.

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Quando o problema estava resolvido, os dois caminhavam para voltar para casa. Contudo, o suspeito teria cercado a vítima, começando a tocá-la sem permissão. O homem teria, inclusive, causado o sangramento das partes íntimas da vizinha. Ela tentou se desvencilhar, mas o homem só parou quando sua esposa apareceu e gritou.

A esposa do suspeito confirmou à polícia que viu o homem dando um beijo na boca da vítima. Ela ainda disse que a vítima “andava sempre de roupas curtas e se insinuava” para o marido. A mulher do suspeito acredita que não houve estupro.

Como estava muito embriagado, o homem contou versões diferentes do caso e não conseguiu prestar depoimento. A vítima foi encaminhada para o hospital Municipal Odilon Behrens. O suspeito foi preso e encaminhado à delegacia responsável por investigar o caso.

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Crime sexual

O crime de estupro é previsto no art. 213, e consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Mesmo que não exista a conjunção carnal, o criminoso pode ser condenado a uma pena de reclusão de seis a 10 anos.

Já o crime de importunação sexual, que se tornou lei em 2018, é caracterizado pela realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem sua anuência. O caso mais comum é o assédio sofrido por mulheres em meios de transporte coletivo, como ônibus e metrô. Antes, isso era considerado apenas uma contravenção penal, com pena de multa. Agora, quem praticá-lo poderá pegar de um a 5 anos de prisão.

Vitor Fernandes

Vitor Fernandes

Repórter do BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva da UOL.

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