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Mulher de 21 anos tem couro cabeludo arrancado em passeio de jet ski

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Uma jovem de 21 anos teve parte do couro cabeludo arrancado ao se envolver em um acidente quando passeava de jet ski, na tarde deste domingo (12). O cabelo da vítima ficou preso no motor da moto aquática, o que causou “ferimentos significativos”, conforme o Corpo de Bombeiros informou ao BHAZ.

A mulher andava de jet ski na represa Magalhães, no distrito Barro Branco, em Mariana, na região Central de Minas, quando o acidente ocorreu por volta das 13h de hoje. “Segundo histórico, ela havia prendido o cabelo na moto aquática durante o acidente. O motor sugou seu cabelo para dentro da turbina. Como ela estava próximo da margem foi vista e ajudada por amigos que a puxaram para fora da água”, informaram, por nota, os bombeiros.

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O Arcanjo 03, um dos helicópteros do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, foi mobilizado para fazer o resgate da jovem. “O pouso foi no local da ocorrência, em local um pouco afastado, dada a existência de muita fiação elétrica no local”, afirmou a equipe do Arcanjo. Ela recebeu os primeiros socorros dos militares e logo encaminhada ao hospital João XXIII, onde foi internada.

Cuidados!

Além de respeitar o distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus, cujo pico se aproxima em Minas Gerais, o interessado deve ter cuidado ao passear de moto aquática. A Marinha do Brasil orienta que deve manter-se distância da grade de captação da turbina justamente para evitar acidentes como o sofrido pela jovem de 21 anos.

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“Cabelos longos, camisetas, tiras do colete salva-vidas ou outros itens podem ser sugados e embaraçar nas partes móveis da turbina (hélices, etc) causando sérios danos ou afogamento”, afirma.

Confira todas as orientações

Use Coletes Salva-vidas: Todos os ocupantes devem utilizar coletes salva-vidas Classe “V”, sendo estes adequados para Moto Aquáticas e certificados pela Marinha do Brasil.

Use Roupas Protetoras (neoprene): Trajes normais de banho não oferecem a proteção adequada contra fortes jatos de água como, por exemplo, os da saída da turbina. Além disso é recomendado usar calçados, luvas e óculos de proteção.

Siga as Leis: As Motos Aquáticas devem ser inscritas nas Capitanias, Delegacias ou Agências da Marinha do Brasil. Seus condutores devem possuir idade mínima de 18 anos e serem habilitados, no mínimo, como motonauta. Todas as informações relativas às normas vigentes podem ser obtidas no sítio https://www.marinha.mil.br/dpc/normas, consultando a NORMAM 03/DPC.

Prenda o cordão de segurança ao colete salva-vidas ou pulso: Mantenha-o livre de interferências do guidão. Desta forma, o motor é desligado caso o condutor caia na água.

Pilote dentro de seus limites e evite manobras agressivas: Essa medida reduz o risco de perda de controle, queda e colisão. A moto aquática é um equipamento de alta performance e não um brinquedo.

Não desacelere para desviar de objetos: É necessário acelerar para desviar, de forma que o propulsor empurre a moto aquática para outra direção. Lembre-se que moto aquáticas e outras embarcações não têm freios. Moto Aquáticas equipadas com sistema O.P.A.S. utilizam direcionadores laterais que auxiliam o deslocamento quando o acelerador é solto ou o motor desligado.

Não pule marolas de barco ou ondas: Este tipo de manobra aumenta o risco de lesões na coluna (paralisia), lesões faciais, fratura nas pernas, nos tornozelos ou outras partes do corpo.

Nunca acelere se houver alguém atrás da Moto Aquática: A água e o cascalho lançados pela turbina podem causar sérios ferimentos. Desligue o motor ou mantenha-o em marcha lenta.

Mantenha distância da grade de captação da turbina: Cabelos longos, camisetas, tiras do colete salva-vidas ou outros itens podem ser sugados e embaraçar nas partes móveis da turbina (hélices, etc) causando sérios danos ou afogamento.

Fique de olho: Colisões com outras embarcações,pessoas ou objetos resultam em mais DANOS PESSOAIS E MORTES do que qualquer outro tipo de acidente envolvendo Moto Aquáticas.

Observe constantemente: Uma boa visibilidade é fundamental. Observe a proximidade de pessoas, objetos, outras embarcações ou Moto Aquáticas. Tenha cautela quando as condições em que seu limite de visibilidade esteja reduzido ou que sua visão esteja bloqueada.

Pilote defensivamente: Mantenha distância segura de pessoas, objetos, outras embarcações ou moto aquáticas. Pilote sempre em velocidade segura. Não siga de perto outras embarcações ou Moto Aquáticas. Evite curvas fechadas ou outras manobras que os outros tenham dificuldades de desviar ou entender onde você está indo. Não vá próximo aos outros para molhá-los. Evite águas com objetos submersos ou rasas.

Antes de sair: Inspecione o casco. Verifique se a entrada de água da turbina está limpa. Drene o fundo do casco e assegure que os bujões estejam apertados. Verifique o nível do combustível. Verifique o nível de óleo do motor. Verifique o nível de líquido de arrefecimento. Verifique a operação do sistema de direção e dos jatos laterais.

Respeite a área de banhistas: Além da obrigação de se manter além dos 200 metros da linha de base das praias, em nenhuma hipótese poderá existir interação com banhistas e outras embarcações

NUNCA CONDUZA UMA MOTO AQUÁTICA APÓS TER CONSUMIDO DROGAS OU ÁLCOOL!

Thiago Ricci

Thiago Ricci

Editor-chefe do BHAZ desde agosto de 2018, cargo ocupado também entre 2016 e 2017. Jornalista pós-graduado em Jornalismo Investigativo, pela Abraji/ESPM. Editor-chefe do SouBH entre 2017 e 2018; correspondente do jornal O Globo em Minas Gerais, entre 2014 e 2015, durante as eleições presidenciais; com passagens pelos jornais Hoje em Dia e Metro, TVs Record e Band, além da rádio UFMG Educativa, portal Terra e ONG Oficina de Imagens. Teve reportagens agraciadas pelos prêmios CDL, Délio Rocha, Adep-MG e Sindibel.

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